quarta-feira, 30 de maio de 2007

Badachas de chuculaaaaate!

Um só comentário... benza Deus quem for o/a excelentíssimo/a inventor/a dos babetes de plástico!

O Samuel e as suas badachas de chucalate!






A Jú, simplesmente linda!



Cinema... há quanto tempo!!!

E não é que finalmente os papás tiveram direito a uma noitinha de jantar e cineminha a dois!

Putos convientemente adjudicados á avó, saímos do trabalho a horas semi-decentes e lá fomos nós... iamos para casa, dar uma arrumadela no caos!

A meio da ponte, surge a questão... caramba, nós afinal queremos investir este tempo, tão raro, que nos foi concedido a sós na loiça e na roupa ou em nós? Vamos jantar, vamos ao cinema! E fomos!

Fomos ver o "Ruptura"

Está muito bem feitinho e embora não seja nenhuma obra prima é um daqueles raros filmes que conseguem surprender em termos de argumento, pela sua originalidade.

Ora aqui está mais um daqueles testes...

... de personalidade que a malta faz porque alguém já fez e que às vezes até acabam por acertar.

No fundo o melhor destas coisas nem são as respostas que se lêem como a auto-análise que elas suscitam, mesmo que não nos soem correctas.

Isto porque eu acredito que nós temos sempre de tudo um pouco, de louco e de génio... de forte e de fraco, de generoso e de egoísta... o que custa é acertas nas porporções correctas! ;)


Ora para quem quiser fazer aqui fica o teste das côres:



Os meus resultados:

Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Necessita de reconhecimento. É ambicioso, quer impressionar e ser respeitado, ser popular e admirado. Procura transpor a lacuna que ele sente que o separa dos outros.

Anseia por uma ligação terna e humana, e por uma situação de harmonia idealizada. Tem necessidade imperiosa de ternura e afeto. É suscetível a qualquer coisa que seja estética.

Suas preferências reais:
É sensível; necessita de ambientes estéticos ou de cônjuge igualmente sensível e compreensivo, com quem possa compartilhar de uma intimidade aconchegante.

Espera obter uma posição melhor e maior prestígio, para que possa adquirir para si coisas a que sempre se viu forçado a dispensar.

Sua situação real:
Sente-se inquieto, pressionado e ansioso; considera que as circunstâncias o estão forçando a reprimir seus desejos. Quer evitar conflito aberto com outros; deseja calma e tranqüilidade.

Está angustiado com os obstáculos que enfrenta, e sem ânimo para qualquer forma de atividade ou para exigências adicionais que lhe sejam feitas. Precisa de calma e tranqüilidade, e de evitar qualquer coisa que possa angustiá-lo ainda mais.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão resultante de restrição ou limitação desagradável. Interpretação psicológica: Quer liberdade para reafirmar as próprias convicções e princípios, e merecer o respeito a que todo indivíduo tem direito como cidadão. Deseja aproveitar-se de toda oportunidade possível, sem ter de sujeitar-se a limitações ou restrições.Em suma: Desejo de controlar o próprio destino.

Interpretação fisiológica: Tensão resultante de restrição ou limitação desagradável. Interpretação psicológica: Resiste a qualquer forma de pressão dos outros e insiste na sua independência como individuo. Quer tomar resoluções sem interferência, tirar suas conclusões e chegar às suas próprias decisões. Detesta a monotonia e a mediocridade. Como quer ser considerado como alguém que dá opiniões abalizadas, acha difícil reconhecer que está errado, ao mesmo tempo que reluta em aceitar ou compreender o ponto de vista dos outros. Em suma: Exigência de independência e perfeição.

Seu problema real:
Precisa ser apreciado e respeitado como individuo excepcional para estimular seu amor-próprio e a sensação de valor pessoal. Resiste à mediocridade e impõe elevados padrões a si mesmo.

Procura evitar críticas e rejeita restrições à sua liberdade de agir e de tomar decisões; pondo em evidência todo seu encanto pessoal no trato com outras pessoas.

Pois.... é mais ou menos isso sim:

O mais acertado: "Resiste a qualquer forma de pressão dos outros e insiste na sua independência como individuo. Quer tomar resoluções sem interferência, tirar suas conclusões e chegar às suas próprias decisões." Sim, sou uma teimosa que prefere cair de quatro num erro tremendo mesmo depois de ter sido alertada para o mesmo, porque acho que até a cair aprendo!

O menos acertado: "acha difícil reconhecer que está errado, ao mesmo tempo que reluta em aceitar ou compreender o ponto de vista dos outros", pelo contrário compreender pontos de vista diferentes é algo que me satifaz imensamente, esforço-me diariamente para conseguir fazê-lo o melhor que saiba e possa.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

"Óculos no Nariz" VS "Nariz no Monitor"

Voltei de Madrid... trazia no peito o coração meio apertado por causa da doença do Samuel e trazia ainda outra coisa, na mala: os meus óculos - partidos!

Com tanta correria por tierras de Su Majestad a dada altura precisei de descansar, fazer uma pequenita siesta, e sentei-me... em cima das minhas pobres lunetas que desta vez (sim, não foi a primeira) não resistiram!

Ontem passei o dia de nariz colado ao monitor! E passei a noite com uma enxaqueca fenomenal! Mas hoje, já tenho os (novos) óculos no nariz e não o nariz no monitor!

Que tal? São giros?

escrito às 15:22

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Voltei!

Adiós Madrid, adiós! Fui a correr, a correr vim!

O Samuel está com uma estomatite aftosa... Fomos ontem ao Hospital, assim que cheguei de Madrid. Já está tomar antibiotico e hoje de manhã a boca já quase não tinha aftas! Comeu o seu "Leitum" (Nestum com leite) e os "Chopaquiquis" (Chocapics) e mão se queixou!

Vou agora dar-lhe mais miminhos, que o puto anda tão carente... também pobrezinho... doentito e com a mamã longe... não é fácil! Haja mimo!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Boas noites meus Xisbunhirgos lindos... durmam bem!

Hoje a mamã está longe tão longe dos vossos miminhos!

Mas envio-vos pela rede um abraço que percorre 664 kms até vós em pouco mais de alguns segundos!

Estou em Madrid em trabalho e sózinha, há quanto tempo não durmo eu uma noite sózinha? Nem sei... Bem vou deixar-me de melancolias e vou dar um pulito à famosa Movida!

Eh, vou agora... vou ali jantar umas tapas e já volto!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A primeira vez....


The first time ever I saw your face
I thought the sun rose in your eyes
And the moon and stars were the gifts you gave
To the dark and the empty skies, my love,
To the dark and the empty skies.

The first time ever I kissed your mouth
And felt your heart beat close to mine
Like the trembling heart of a captive bird
That was there at my command, my love
That was there at my command.

And the first time ever I lay with you
I felt your heart so close to mine
And I knew our joy would fill the earth
And last till the end of time my love
It would last till the end of time my love




A primeira vez que vi a tua face
Pensei que o Sol nascia nos teu olhos
E que a Lua e as estrelas eram presentes teus, meu amor
Dados aos escuros e vazios céus
Aos escuros e vazios céus

A primeira vez que te beijei os lábios
E senti o teu coração a bater perto do meu
Como o coração tremente de um pássaro cativo
Que ali estáva a meu pedido amor,
Que ali estáva a meu pedido

A primeira vez que me deitei junto a ti
E senti o teu coração a bater perto do meu
Soube que a nossa alegria encheria a Terra
E duraria até ao fim dos tempos, amor
Duraria até ao fim dos tempos, amor



Nota: Esta musiquita é dedicada às 3 luzes dos meus olhos e vai também com um beijinho especial para a Cleo: o Gonzo fala por ti querida, por mim falou o Michael... Falou e disse tudo o que senti quando vi pela primeira vez os olhitos dos meus amores, quando pela primeira vez vi no castanho dos olhos do Bruno as nossas estrelinhas lá a brilhar!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Uma futura condutora cuidadosa...

A minha Ju numa pose que nos recorda o porquê dos seguros automóveis serem mais baratos para senhoras!



Uma condutora atenta, com cinto de segurança e com ambas as mãos no volante, vês papá?! É assim que se faz!!!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Trova do vento que tem passado por mim...

E já vão 31... não me apetece cantar o fado... do 31 mas apeteceu-me cantar, abrir a goela. Se tiverem coragem oiçam, cantem comigo...



E assim chego à idade que tinha a minha mãe quando eu nasci, a 16 de Maio de 1976... era ainda fresca, muito fresca a liberdade! Agora tenho eu 2 petizes... mãe já te levo um de avanço!

Obrigada mamã Carlota por me teres posto aqui neste mundo tão bizarro e tão bonito, tão cruel e tão cheio de amor! Onde mesmo na noite mais escura... há sempre uma candeia, a tua, a minha, a nossa a de quem luta e resiste!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Dá-dá! Bá-bá! A-áache! Regrllllhe!


"Dá-dá! Ba-bá! A-áache! Regrllllhe!"
Julinha dixit

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Os últimos dos Barbarricas! (que eu conheça)

"A Vila de Penamacor é sede de concelho e de freguesia, pertence ao distrito de Castelo Branco, diocese da Guarda. (...) As origens de Penamacor estão envoltas na bruma dos tempos, pouco ou quase nada se conhecendo de seguro a seu respeito.



Só a partir do reinado de D. Sancho I é que a história de Penamacor se define com alguma clareza. Dizem alguns ter sido esta vila pátria do rei Wamba, o famoso rei dos Godos que governou a península desde 672 até 682. D. Sancho I, conquistou Penamacor aos Mouros e reconstruiu-a. Deu-lhe foral em 1189 e entregou-a aos Templários na figura do mestre D. Gualdim Pais, que a fortificou."



É esta a terra que viu nascer a minha mãe, e de onde vem (do meu avô) o meu apelido mais "esquisito", que achei por bem passar aos meus filhotes: os últimos dos Barbarricas (sim, porque a minha mãe é filha única e a restante família do meu avô ainda viva não partilha este sobrenome).

As origens do nome são bem antigas, tendo os seu portadores mais famosos sido Frei João Barbarica e Frei Francisco de Penamacor Barbarica

"Eram filhos de Domingos Antunes Barbarica e de Brites Lopes de Almeida, ambos das principais famílias dessa vila(...)" e ambos frades religiosos e escritores de várias obras teológicas... eu também escrevo algumas coisas... mas o meu latim anda um pouco enferrujado! ;)



Se para além do nome partilhamos génes não o sei, não sou muito dada a essas coisas de genealogias... apenas posso afirmar que compreendo os pobres manos que possivelmente foram apelidados de barbanica, barbarija, barrica, barriga e coisas de género por professores apressados em fazer as chamadas para os exames (como me aconteceu a mim!).

Mas ainda assim gosto do nome, por ter sido do meu avô que nunca conheci e por ser assim, diferente, com uma história envolta em núvens de pó de livros dos séculos XVIII e XIX! Dei-o aos meus filhos para que com ele venham a fazer gaguejar mais alguns incautos professores e outros funcionários, para que o tenham de soletrar e ao fazê-lo lembrar-se que a História fazê-mo-la nós todos os dias!




Cumprimentos dos últimos dos Barbarricas:

Carlota, Hugo, Raquel, Samuel e Júlia

terça-feira, 1 de maio de 2007

Para a minha única e "verdadeira" madrinha!

Só tive até hoje uma madrinha na vida, de baptismo e de casamento - foi a mesma, a minha tia-avó Lourdes! Que tantas vezes, especialmente após a morte da irmã (a minha avó materna), foi mãe, minha e da minha mãe!



Foi enquanto eu crescia um, aliás, o meu exemplo vivo de força, coragem e determinação, de calma e racionalidade. Alguém a quem sempre recorri desde muito pequena, com quem conversei daquelas conversas sérias sobre a nossa vida, das que nos fazem chegar às conclusões onde precisamos chegar!

Lembro-me do meu choque quando soube (ainda menina com os meus 6 ou 7 anitos) que ela tinha mais afilhados, não era só minha madrinha. Prontamente lhe perguntei "mas 'dinha eu sou a tua afilhada verdadeira, não sou?"... pois os outros para mim só poderiam ser afilhados do tipo "mentiroso" e já eram assim crescidos e tudo, já não precisavam dela como eu! Desde então que a oiço sempre brincar comigo a dizer-me que sim sou a "verdadeira" dela. E sei que sim, que fui até de certa forma a filha que nunca teve... e que em certos momentos ela foi a mãe que a minha mãe não conseguiu ser, sem demérito para a minha mãe!

Desde há pouco mais de 5 anos que a minha madrinha sofre de duas das mais horríveis, debilitantes, incomensuravelmente dolorosas para pacientes e respectivas famílias e muito mais que não consigo transpôr para palavras... doenças neurológicas: Alzheimer e Parkinson. Sim ambas, em simultâneo! Quando me casei (há cinco anos atrás) estavam a surgir os primeiros e aterradores sintomas.

Actualmente quem foi um dia uma mulher de armas - que ficou viúva aos 20 anos e que desde então se soube valer a si mesma, muitas vezes sózinha e numa terra distante da sua - vive em casa da sobrinha (a minha mãe) sem se poder valer a si própria para as tarefas mais mundanas, mais básicas da natureza humana. Quase não fála, não consegue dizer o que quer e é tão notório o seu sofrimento por isso.

Não tenho como dizer-vos o quão difícil tem sido, para mim e para a minha mãe que tanta força a ela fomos buscar vê-la assim sem força, sem ânimo... quase que já fora deste mundo!

A minha 'dinha verdadeira foi internada ontem, com um quadro de possível infecção respiratória nada promissor para alguém da sua idade e estado de saúde! Nem sei o que pensar... custa tanto vê-la como ela tem andado nestes últimos anos, a piorar tanto, a sofrer tanto psicologica e fisicamente que penso talvez até se sinta um pouco feliz ao eventualmente aperceber-se que será quem sabe por pouco tempo mais... não quero ser egoísta mas que falta me faz, a minha 'dinha de antes, a minha conselheira e amiga, como gostava que pudesse voltar a ser quem era, ou melhor a viver a vida como ela a vivia, com alegria, com força, com a lucidez que trazem muitos anos de luta contra a vida madrásta!

Mas não podendo ser isto verdade, que motivos tenho para querer que continue a sofrer vivendo assim, despojada de si própria? Nenhuns! Porque fico triste então? Porque me assusto? Não sei... é tarde não consigo pensar com clareza - não choro, não chorei ainda. Quando a minha avó nos deixou só chorei uma semana depois... ainda me lembro e era miúda!

Amanhã vamos vê-la ao hospital, talvez nem se aperceba de que lá estamos ou mesmo quem somos, mas vou na mesma! Para vê-la, para abraçar a minha mãe que deve sentir-se no mínimo como eu me sinto agora!

Minha 'dinha linda! Não me esqueço de ti, como eras, como és agora e continuo a orgulhar-me da tua força que tanto quis sempre imitar, que agora que falta porque a doença ta levou!