domingo, 29 de abril de 2007

Consulta na pediatra e fim de semana cá na Vila!

Deitámo-nos (relativamente) cedo no Sábado, mesmo tendo feito uma senhora sesta de tarde. Estáva a precisar de uma cura de sono mesmo! E que bem me fez!

De manhã ontem fomos à consulta dos 6 meses da Jú... bem, ela faz sete meses no próximo dia do Trabalhador mas, não temos tido tempo para visitar a Sra. Dra.

Ficámos então a saber que são 7,850 Kg. Afinal ainda não são 8 como eu desconfiava... mas com a fralda chega lá! Eu bem digo que tenho uma balança nos braços! 7850 gramas de pura formosura, elegantemente distribuídas por 68,5 centímetros!

A consulta é sempre daqueles momentos zen, acho que até a médica respira fundo, não há stresses, nem questões existênciais! Pesa-se, mede-se, ausculta-se e observa-se e pronto!

Maleitas - não tem (nem mesmo uma mísera ranhoca no nariz!), nada a assinalar! Come bem? Sim! Já come iogurtes? Sim! E pápas com glúten? Sim! Fruta? Sim! Sopa, Carne? Sim... Mas que mãe mais despachada! (diz-me com um sorriso nos lábios) Então e dúvidas... Queria inscrevê-los na natação... Muito bem! Passa-me as declarações médicas e depois de mais umas risotas da Jú vamos embora, até daqui por 3 meses! Assim até dá gosto ir ao médico! ;)

Nem me quero gabar, com medo que a sorte se eclipse, mas os meus putos são tão sádios que parece bruxedo (dos bons)! O gajo anda lingrinhas mas cheio de força e vitalidade e a xibita de faces rosadas, nunca a vi doente!

Domingo, de manhã saímos de casa depois do pequeno almoço (que isto de dormir bem tem as suas vantagens). Fomos até ao "páque" e almoçámos na Vila, numa esplanada - peixinho grelhado! Que bem que soube! Que tanto eu amo a minha Vila de adopção! Que linda é! Que gente linda tem, e tão simpática! Passei por cá há uns (largos) anos numa actuação da Tuna, adorei isto e pensei que cá gostaria de morar! E quando foi tempo de procurar poiso, viemos cá parar mesmo! Que bom que é morar onde se vê Lisboa de um lado e uma seta a apontar para direita que diz "vendem-se batatas" do outro! Onde a gente se trata por Tio Isto e Ti' Aquilo!

Estão dois vídeos novos na playlist do YouTube (em cima à direita) um é de hoje da Xisbita de óculos de sol na esplanada! Ando maluca com os óculos ficam lhe tão bem! E, ao contrário do irmão, ela não os tira imediatamente da cara! O segundo vídeo é o meu Xisbunhirgo grande a comer SÓZINHO! Habilidade que domina já com relativa perícia mas que é tão rara ainda de se ver! ;)

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Deambulações nocturnas!

Esta noite, aliás era já quase manhã, acordei com um leve mas distinto ruído que se fazia ouvir no meu quarto.

Não era o "suave" roncar do gajo, nem vinha de algum dos vizinhos... mas estava lá. Os meus olhos varreram a penumbra do quarto à procura da fonte de tal ruído mas nada. Curiosa levantei-me da cama, dirigi-me ao quarto dos xisbunhirgos, constatei de imediato que apenas a cama de grades tinha ocupante, e esta dormia em silêncio!

Voltei ao quarto, já não se ouvia o tal ruído e não vi nada de especial, procurei no resto da casa: cozinha, casas de banho, roupeiros, sala, escritório... nada de Samuel. Não estava muito assustada o puto não teria ido longe que a porta da rua estva ainda fechada à chave... mas andava estupefacta... quem bem "escudido" estáva o raio do xisbunhirgo!

Voltei ao quarto disposta a acordar o gajo - que agora já roncáva a bom roncar - para me ajudar a procurá-lo! Qual o meu espanto quando dou com o Samuel ao pés da nossa cama, junto ao lado do pai. Deitado no chão, sobre a sua própria almofada, que tinha trazido da sua cama - e que fazia? Dormia descansado e aparentemente confortável aninhado no chão do quarto como um gatinho, todo enroladinho!

Peguei nele ao cólo, estremunhado ainda emitiu um "Mamã... não..." muito baixinho. "Vamos dormir para a caminha, filho que no chão não se dorme!" A resposta trôpega de sono foi "puquê?"

Eram 4h30, não sei desde quando ele ali estaria! O meu gatinho tonto!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mais que um desafio... um projecto

Quem me conhece sabe que às vezes consigo ser um pouco megalómana... e quando começo com ideias as coisas às vezes saem assim pr'ó pseudo grandiosas... mas como quem me conhece também me dá o devido desconto de loucura pré-senil... não é grave!

E feito o pequeno "à parte" introdutório perfeitamente dispensável vamos ao que interessa.

Resolvi criar um espaço de escrita, um blog aqui no portal mas não um blog para mim, ou para qualquer outra pessoa: um blog para todos! E para quê? Para escrever, claro! Escrever o quê? Uma estória escrita por todas as penas, sem regras e sem destino, ao correr e sabor de uma tinta digital partilhada!

Estam convidados/as todas/os utilizadores do Portaljunior a participar, a escrever, a contribuir para esta estória.

É simples, basta aceder ao blog seguir as intruções e criar um novo post com mais um parágrafo, um capítulo, uma frase ou até mesmo uma só palavra! Pode ser ficção ou realidade dela disfarçada, podem ser os vossos sonhos ou pesadelos, podem ser apenas frases soltas ou pequenos contos...

Podem basear-se nos posts anteriores, ou mudar completamente de assunto, a única regra é que sejam estórias originais, escritas pelas vossas penas digitais!

Espero que o façam, a ideia não é peregrina, já foi usada com bastante sucesso noutras comunidades online, os resultados são geralmente surpreendentes!

Leiam, escrevam, contribuam aqui: http://blogs.portaljunior.com/estorias.

Nota 1: Teresa Pintor, a culpa disto é toda tua, não querias que lançasse um novo desafio?... Pois aí o tens! Devido a esta responsabilidade acrescida ficas sendo a única desafiada a participar, os restantes apenas são delicadamente convidados!

Nota 2: Este novo blog é de todos, utilizem-no como se fosse vosso mas apenas para o objectivo acima exposto!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Música para conduzir... mas com cuidado!

Para estrear o carro novo, nada como uma música pujante para dar ainda mais pica e sobretudo não adormecer ao volante... bem mas com isto quem é que consegue dormir!

Para quem não conhece, trata-se do Sr. Emir Kusturica um eslavo doido que faz uns filmes passados das cornetas - recomendo vivamente e hei-de rever em breve estes dois: A Vida é um Milagre e Gato Preto Gato Branco

Ai cinema... há quanto tempo... mas também sempre que olho para os cartazes... é só treta "amaricana". Não que eu não seja gaja para um filme "no brainer" como dizem os bifes mas agora que ir ao cinema é um luxo, parece-me deitar euros e oportunidades fora ir ver o que para aí anda, salvo raras e honrosas excepções, que raramente ficam tempo suficiente para eu lá conseguir ir vê-las! Buá... só me resta o S. DVD e já não é mau de todo!

Tralalá Bubamara... tralalé Bubamara.... pela noite a dentro! Viva a loucura!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

"Os verdadeiros milagres fazem pouco barulho!"

No título recordo uma frase que li há já algum tempo e que sempre que pareceu tão verdadeira!

Hoje é dia mundial do livro, mas para dizer a verdade nunca me teria apercebido disso não fosse dar um pulinho ao blog da Loir@!

Lembrei-me por isso de fazer aqui uma pequena homenagem a um dos meus autores favoritos - Antoine de Saint-Exupéry.

Desculpem a falta de tradução mas não tenho tempo agora...

Aqui ficam algumas frases de duas das suas obras:

Le Petit Prince (O pequeno Principe)

"Adieu, dit le renard. Voici mon secret. Il est très simple : on ne voit bien qu'avec le cœur, l'essentiel est invisible pour les yeux."

"Les hommes n'ont plus le temps de rien connaître. Ils achètent des choses toutes faites chez les marchands. Mais comme il n'existe point de marchands d'amis, les hommes n'ont plus d'amis."

Lettre à un otage
(Carta a um Refém)

"Un sourire est souvent l'essentiel. On est payé par un sourire. On est animé par un sourire. Et la qualité d'un sourire peut faire que l'on meure."

"Les miracles véritables, qu'ils font peu de bruit !"

NOTA: A quem não se assustar muito com o francês recomendo que visite o site oficial de Saint-Exupéry

Fim de Semana Bi-Familiar

Zarpámos de Lisboa antes das 20h00 de sexta-feira... antes ainda de chegar à ponte o Samuel estreou o popó novo! Não sei se da excitação, se da condução do papá que ainda se estáva a habituar ao bólide... mas o pobre xisbunhirgo deixou o lanche na sua cadeirinha, felizmente não foram visados os estofos do popó "nôvu"! A viagem foi célere e tão confortável! Assim, pouco passava das 22h00 quando aportámos ao portão vêvi da D. Bárbara!

Jantámos e fomos dormir porque o dia de Sábado seria em cheio! De manhã, papás e xibunhirgos aperaltados rumam em direcção à Igreja local para ver o Sr. Padre molhar e besuntar a prima Bábita! ;)

Portou-se bem a gaiata, não chorou e aguentou estoicamente água, óleos, flashs do fotógrafo e beijoquices dos restantes membros da família!


Samuel e Pai Bluno todos lindões!

Fuôres pá Mamã!

Xisbunhirga e vovó Carlota na risota!


Ontem fomos até ao Cartaxo para a festa dos 90 anos da vovó Lelé (como o Samuel chama a bisavó Soledade) onde os xibunhirgos brincáram desta vez com os primitos da família do papá (no sábado tinha sido a da mamã).

Hoje tenho a certeza que 10 mins depois do almoço estão os dois a dormir que nem uns anjinhos! E quem me dera a mim poder fazer o mesmo!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

De popó novo.... vruuum pr'ó Alentejo!

Fomos buscá-lo hoje á hora de almoço... e entregar a carrinha e o Zukinho.

Agora vamos buscar os miúdos e vamos para o Alentejo para o baptizado da prima Bábita!

Fiz hoje no meu Zukinho azul a minha derradeira viagem ... oh nostalgia!

Aquele carro fez parte das alturas mais loucas da minha vida! Comprá-lo foi um prémio que me ofereci por ter ganho uma vitória difícil!

Os 17 kms da ponte foram hoje um adeus aos meus anos de Faculdade às noitadas com a Tuna, às primeiras viagens de férias com o meu amor barrigudo que se voltou a habituar à condução depois de ter estado sem o fazer alguns anos no meu lindo Zukinho, quando ele passou a ser o nosso lindo Zukinho!

E durante esta viagem, que tantas vezes fiz, no rádio passou - por feliz coincidência o "125 Azul" dos Trovante... quase chorei!
Tive momentos no Zukinho em que vivi estas palavras:

125 Azul - Luís Represas e Trovante

Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum

Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P'ra insistir na companhia

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer

Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama

Deixo-vos com elas e com a música!

Bom Fim-de-Semana!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Desafio literário... ou coisa que o valha!

Numa outra comunidade online de que faço parte (my.opera) encontrei este desafio que achei engraçado, aqui vai (a ver se cóla):

As regras:

Pegar no livro que se está a ler, ir até à página 123 e transcrever para o blog o quinto parágrafo da referida página (ou a primeira frase do parágrafo se este fôr muito grande, ou as primeiras 40 palavras para quem esteja a ler Saramago ). Incluir no post o título e autor da obra e enviar o desafio a 5 outras pessoas!

O que estou a ler: Conselhos do Coração de S.S. o Dalai Lama
¶5 página 123:

"O amor é o meio último para transformar os seres, mesmo quando eles estão carregados de ódio e de cólera. Se expressarem esse amor continuamente, sem variações e sem enfado, acabarão por tocá-los. É algo que leva muito tempo. Pessoalmente sinto-me incapaz de o fazer. Ao princípio tento ser simpático, mas aborreço-me rapidamente e acabo por dizer «Tanto pior para ti!»(Gargalhada.) É preciso imensa paciência. Mas se a vossa intenção fôr perfeitamente pura e o vosso amor e compaixão não sofrerem variações, serão capazes de o fazer."

Desafio os/as autores/as dos cinco últimos comentários no meu blog:

bbb
Rute
BabyBoom
Vanessa
Teresa Pintor

Olha afinal são só gajas... que surpresa [inserir uma dose q.b. de ironia e/ou sarcásmo aqui]!


PS: Também o estou a ler mas não tem 123 páginas o livro "A Criança e a Disciplina" de Terry Brazelton e Joshua D. Sparrow do qual passo a transcrever um excerto que vai na linha deste post de há dias sobre como lidar com situações em que nos enervamos com os nossos filhos.


"Qualquer que seja o método usado para lidar com os problemas de mau comportamento dos filhos, esse método serve-lhes de modelo. A minha filha contou-me que, numa ocasião o meu neto de 6 anos de idade, lhe tinha implorado obstinadamente para ver «mais um» programa na televisão. Com igual determinação a mãe manteve a sua palavra. A determinada altura a mãe começou a gritar e a andar de um lado para o outro. A criança olhou-a e disse-lhe: «Sabes que vamos ambos sentir-nos muito melhor se te acalmares um pouco.» Nestas situações os pais precisam de ficar um tempo sozinhos antes de voltarem a enfrentar a criança.

Porque não explicar à criança o quanto estamos perturbados e como tencionamos lidar com a situação?
- Estou tão zangada que vou ter de me acalmar um pouco para decidir que castigo vais ter. - A criança percebe imediatamente que a situação é grave.
Os nossos filhos também imitam a nossa capacidade para identificar e gerir os sentimentos. Devem poder esperar uma resposta à sua maldade que seja justa e não exagerada pelas emoções iniciais dos pais. Mas para aprender, a criança precisa também de perceber como o comportamento dela afectou os pais. Se fez os pais zangarem-se de propósito, precisa saber que as suas acções têm consequências. Mas os pais devem dar um exemplo importante: devem aplicar as regras com justiça, sem reagirem por raiva ou quando estão alterados.
Uma explosão de raiva pode assustar a criança de tal forma que a impede de aprender. Uma resposta que motive um sentimento de culpa na criança pelo facto de ter magoado profundamente os pais pode levá-la a concentrar-se mais no esforço de voltar a ganhar a amizade dos pais do que em perceber o que fez de mal. Mas um relato controlado, sem ambiguidades, daquilo que a criança fez os pais sentir - raiva, dor, frustração, medo - ajuda-a a compreender os efeitos das suas acções e os sentimentos mais profundos dos outros.
(...) A maneira como os pais lidam com os sentimentos pode também servir de modelo para as crianças lidarem com os seus."

Xi que testamento... mas achei que fazia sentido colocar o texto completo. Recomendo vivamente o livro é muito lúcido e realista nas suas recomendações e ilações sobre a disciplina e como ensiná-la!

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Trabalho... tanto trabalho!

A Primavera é uma altura do ano em que a mãe Natureza se farta de trabalhar, põe as plantinhas a florir, as sementinhas a germinar, os passarinhos a chilriar, as alminhas das gentes contentes, activas e produtivas e põe-me a mim a trabalhar... que nem uma louca!



Aqui neste cantinho passo às vezes quase 12 horas num dia... Está compreensivelmente cheio de fotos dos Xisbunhirgos... Aqui me enfio e faço o que gosto mas que tanto me ocupa e me priva dos risos e dos beijos dos meus filhotes!

Daqui vou sair agora depois de mais um dia e vou perder-me nos lindos olhitos dos meus Xisbunhirgos!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Popó Novo!

Parece-me que vamos ter o popó novo até ao final desta semana... é lindo não é? É mesmo da côr do que aparece no vídeo! E vai ser nosso, só nosso... cheio de caixinhas e espaços de arrumação, com mesinhas atrás para por copos... ok extras de gaja... mas também tem ESP e A/C e extras muy machos!

Popó lindo do papá e da mamã! Lindo e baratinho, pois que é em segunda mão... mas hèlas os euros não esticam para mais! E ainda assim damos dois carros pr'á troca, a banheira da Ford Mondeo de 94 - velha carripana com a famosa mála onde cabe TUDO, não exagero aquilo é enorme! E também o meu amado popó de solteira, o meu Suzuki Samurai... chuif!

Meu querido zukinho... vou vender-te amanhã! Até estou triste um pedacinho triste... gosto tanto do meu jipe pucanito! Mas tem de ser, aquilo não é viável como carro de família! Buá!

Aqui fica a minha última homenagem ao meu segundo e mais amado carro de gaja solteira!




Adeus Zukinho lindo e azul!

domingo, 15 de abril de 2007

Côres e números

Há quem, não me conhecendo bem, me gabe as capacidades cognitivas... não me tenho por burra nem sou desnecessarimente modesta mas tenho de render-me à evidência do superior intelecto do meu rebento varão!

Com pouco mais de 2 anitos, a minha cabecita loura mais esperta já conhece as côres basicas que dão pelos seguintes nomes:

"memelho" - vermelho
"atul" - azul
"lelo" - amarelo
"vêvi" - verde

Mas ainda mais me espanta o pirralho reconhecer letras e números, por exemplo: sem que eu alguma vez lhe tenha indicado aquele número em concreto, hoje ao subirmos o elevador do prédio dos meus pais o Samuel prontamente aponta para a porta onde esta uma placa com o número do andar e exclama: "ola mamã - cuato!" Quando os vê também anuncia: o "téti", o "nóvu", o "tês", o "doixi" e o "xeixi"!

E letras, conhece o R, de Ruca e de RTP e sempre que o vê anuncia-o: "élhe tê pê". E outras como o C e o B.

Mas tem uma especial predilecção pelos números - a ver se não sai à mãe que é uma naba a matemática!

Que esperto é o Xisbunhirgo!



PS: Tinha-me esquecido de um feito menos recente mas não menos espantoso: o meu pirralho toca guitarra ora oiçam:


sábado, 14 de abril de 2007

Deixar tudo para a última hora!

Acabei agora de entregar a nossa declaração de IRS, finalmente! Aquilo esteve a manhã toda em baixo, amanhã seria o último dia e queria ir dar uma voltinha, um passeio a ver o Sol! Tinha mesmo de entregá-la hoje!

Depois de almoço e com a Jú ao colo agarrada à sua maminha favorita (aceitam-se apostas, qual será a maminha favorita da minha Jú?!) resolvi tentar de novo submeter a coisa e lá consegui! Ufa! Já estava a ver a minha vida a andar para trás este fim-de-semana!

E agora perguntam vocês, ou caso não perguntem, faço-o eu: porque raio deixei eu isto para a última hora? Não tive já tanto tempo para entregar o IRS....? Pois, o tempo... o tempo anda a faltar-me, o tempo anda a fugir-me, ou será que devo ser um pouco mais crítica e dizer que eu ando a fugir dele...? Será que não o poderia ter gerido melhor?! Eu que passo horas da minha vida profissional a planear recursos e gerir tempos e projectos... porque não consigo aplicar isto à minha vida privada?! Em casa de ferreiro espeto de pau, não é?

É, mas não pode continuar a ser, perco - perdemos demasiado tempo, horas preciosas que poderiamos ter usado bem melhor!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Tempo para Nós!

Ainda há pouco tempo deixei no blog da Lili este comentário, fundamentado na minha própria experiência, sobre as dificuldades que o nascimento de um filho trás a uma relação, por mais forte que ela seja - traduzindo-se por vezes em afastamento do casal ou até mesmo separação.

Resolvi re-pescá-lo hoje, no seguimento de uma conversa com a minha querida Loira sobre estas coisas de fazer com que uma relação sobreviva a períodos de maior stress, nos quais por vezes nos esquecemos de reservar tempo para Nós (para o casal)!

Uma relação muda consideravelmente após o nascimento de um filho, mesmo quando ele é pretendido por ambos! Costuma dizer-se que "entre um homem e uma mulher ninguem meta a colher" mas os filhos metem. Quero dizer, passa-se de uma relação a dois para uma a três, ou mais. Tem de haver força e vontade para processar essa mudança, para que se ultrapasse uma inicial fase em que há um aparente afastamento dos dois para deixar entrar o bebé! É natural que até emocionalmente haja um esgotamento de tanto pai como mãe, que sintam que só se relacionam um com o outro através do bebé e isso gera desgaste na relação!

Um bebé esgota-nos fisica e emocionalmente e sentímo-nos quase como vazias no fim do dia, se grande vontade de seja o que fôr. Há que saber entender isto, é saber que é passageiro, há que combater essa fadiga emocional. Uma relação só sobrevive a isto se ambos entenderem que vale o esforço, de outra forma não se consegue, ou consegue-se a custos muito elevados, ultrapassar esta mudança!

Sei que para ser-se bem sucedido na relação e na paternidade temos de ter uma linha de crédito muito grande, pois é necessário investir e ter fé em quantidades para lá de industriais! O que sei é que se não houver essa linha de crédito antes do bebé nascer, será muito difícil consegui-la depois! E por isso, ainda que me choque, não me espanta que haja separações resultantes do nascimento de crianças!

Oh Loira, isto é complicado, bem sabes... e onde vês escrito filho podes pôr tantas outras coisas que têm o mesmo efeito, ainda que os filhos sejam muito, mas mesmo muito mais do que apenas "penetras" na relação entre um homem e uma mulher! E a resposta é essa, para seguir em frente e remar contra a maré de complicações, é achar no meio das ondas aquela ilha tropical simpática aonde queremos aportar - aquilo que de melhor temos em Nós, na relação que vivemos com quem amamos! E nunca, mas nunca olhar para os problemas deixando de ver essa ilha, ainda que nos pareça pequenina tão rente à linha do horizonte!

Um bêjo!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Caretas e Sorrisos Lindos....

. da minha gaja mais boa!



PS: Notícia de última hora a Xisbunhirga gosta de iogurte... tou safa, afinal não saí à mãe!

PS2: Experimentei hoje de manhã a linda fatiota que comprei para a Jú levar ao baptizado da prima, fica-lhe tão bem! Deixem-me apenas diver-vos que o vestido é tamanho para 12 meses! Duvido que lho consiga vestir depois dos 9! A moça daqui a pouco está nos 8 kilos... ai a minha vida! ;)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Mais Alto!

Mais alto, sim! mais alto, mais além
Do sonho, onde morar a dor da vida,
Até sair de mim! Ser a Perdida,
A que se não encontra! Aquela a quem

O mundo nao conhece por Alguém!
Ser orgulho, ser águia na subida,
Até chegar a ser, entontecida,
Aquela que sonhou o meu desdém!

Mais alto, sim! Mais alto! A Intangível
Turris Ebúrnea erguida nos espaços,
A rutilante luz dum impossível!

Mais alto, sim! Mais alto! Onde couber
O mal da vida dentro dos meus braços,
Dos meus divinos braços de Mulher!


Florbela Espanca


Niguém descreveu ainda, que eu lesse, melhor que isto a sublime tortura de ser mulher!

Sentir o sofrido orgulho de ter braços onde realmente cabe a dor do mundo!

Divinos braços onde cabe ainda todo o amor, toda felicidade de um abraço de um filho! Corpo onde coube todo um outro ser! Ventre que se encheu de amor, se esvaíu em dor e que se volta às vezes a encher de medo.

Aquele medo que sentímos no fundo do estomago quando nos vemos assim vazias, no momento em que demos ao mundo o que de nós brotou! No fatídico segundo em que nos apercebemos:

que será o mundo, mais que nós próprias, quem fará dele o que entender;

que nunca nos coube a nós mas sim aos Fados fazê-lo crescer;

que fomos pincel e não pintor;

que o verdadeiro Autor esse nunca vêmos mas foi quem nos escreveu, quem escreve ainda em nós!

Saber ser assim, saber achar a esperança no impossível, saber encontrar a alegria no mais escuro dos desesperos, é ser o que somos, saber amar o mal da vida, juntamente com o seu bem é ser-se mulher, mãe, divina!

Hoje estou assim meio dorida, meio perdida de mim! Mas abracei esta núvem que veio hoje entoldar-me o Sol e enublar-me a visão. Porque me aproximo dos outros ao perder-me de mim! Porque amanhã quando voltar a subir mais alto, à minha Torre de Marfim do espaço levo mais comigo do que apenas o que sou, levo-vos a todos os que me magoaram, ou cuja dor me tocou, a todos os que me lavaram as chagas ou sobre elas derramaram sal! Amanhã subo e volto a ser a Intangível, até de novo sonhar o meu próprio desdém!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Memórias barrigudas!

Não, não estou com saudades, mas adorei as minhas gravidezes, todos os sustos, todas descobertas, todos os valentes pontapés... tudo! Fizeram de mim uma pessoa melhor: amoleceram mais a gaja rija, requebraram a gaja cínica, mataram a gaja egoísta e sovaram valentemente a gaja nervosinha e voluntariosa que havia em mim!

No entanto, não me parece que queira repetir, o tempo é um bem limitado e quero dar o pouco que já tenho aos meus dois Xisbunhirgos... se os dias fossem todos de 48 horas e o mesmo fenómeno de duplicação se repetisse na minha conta bancária, talvez considerasse a hipótese novamente, mas enquanto isso não acontecer - ficamos por aqui, e ficamos tão bem!

Mas resolvi partilhar com vós e, ao fazê-lo recordar um pouco as minhas barriguitas, como eu era quando não era só eu, mas nós!



A Jú em São Miguel nos Açores (Que lindos 4 dias de dondoca a passar manhãs no spa foram estes! É tão bom nadar quando estamos grávidas, re-encontrar a leveza no corpo!)



O Samuel a visitar Óbidos na camioneta Mamã, luxuoso transporte: com ar condicionado, temperatura regulada e refeições à discrição! ;)

E eis os meus barrigões, a primeira casinha dos meus Xibunhirgos! De notar que em ambas as fotos não tinha mais de 4 e 5 meses de gestação... nem aqui ponho as fotos do final para não se assustarem!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Foi-se o bicho!

Felizmente o que o Samuel tinha era afinal um bichinho de 48 horas, que já se foi! Não lhe acontece muitas vezes, mas já por duas ou três vezes fica assim, não tem mais nada, só mesmo a febre e geralmente baixinha! Continuo a considerar-nos uns tipos de sorte, a mim e aos Xisbunhirgos a sáude é impagável!

E porque não dormi quase nada ontem (devo confessar que me lavantei vaŕias vezes para ir ver se o Samuel estava bem e não tinha mais febre) hoje precisei de algo que me desse pica para o muito trabalho que tenho acumulado depois das férias.... puf! puf!

Li há dias qualquer coisa sobre música para arrumar a casa, desculpem mas já não me lembro a quem: ora experimentem com esta (The Obvious Child) do Paul Simon (eu sei é velha como as botas do Adão) mas a batida é qualquer coisa de fantástico e a letra também diz muito sobre o dia-a-dia de alguém com filhos! Eu arrumo a sala em 3 tempos a ouvi-la!

Depois, para logo à noite acalmar, ao beber um cházito quente, também cá pus outra do Sr. Simon que me deixa quase sempre com a lagriminha no canto do olho - é a mais linda música sobre amizade que conheço, mesmo que a melodia não seja do vosso agrado, convido-vos a prestar alguma atenção ao poema:

Aqui fica:

Bridge Over Troubled Water || Ponte sobre águas revoltas

When you're weary || Quando estás cansado
Feeling small || E te sentes pequeno
When tears are in your eyes || Quando as lágrimas te encherem os olhos
I will dry them all || Eu as secarei a todas

I'm on your side || Estou ao teu lado
When times get rough || Nos tempos mais duros
And friends just can't be found || Quando não se encontram amigos
Like a bridge over troubled water || Como uma ponte sobre águas revoltas
I will lay me down || Deitar-me-ei (sobre o rio - para que possas atravessar - não é tradução mas é esse o significado)
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

When you're down and out || Quando estiveres em baixo
When you're on the street || Quando estiveres ao relento
When evening falls so hard || Quando a dura noite se abater sobre ti
I will comfort you || Confortár-te-ei

I'll take your part || Tomarei o teu partido
When darkness comes || Quando chegar a escuridão
And pain is all around || E a dor te rodear
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

Sail on Silver Girl, || Continua navegando "Rapariga de Prata" (refere-se à mulher de Simon que tinha encontrado alguns cabelos brancos e ficou triste por causa disso - esta parte da letra era uma "piada privada" entre eles)
Sail on by || Navega, segue
Your time has come to shine || Chegou a tua vez de brilhar
All your dreams are on their way || Todos os teus sonhos vêm a caminho

See how they shine || Vê como brilham
If you need a friend || Se preceisares um amigo
I'm sailing right behind || Navego mesmo atrás de ti
Like a bridge over troubled water || Como uma ponte sobre águas revoltas
I will ease your mind || Descansarei a tua mente
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind

Perdoem qualquer coisinha na tradução ;)

Festarolas, Fatiotas e Bichos Maus!

Do próximo fim de semana a 8 dias temos duas festas e muitos kilometros para correr, no Sábado o baptizado da prima Babá no Alentejo e, no Domingo, o nonagésimo aniversário da bisavó Soledade no Cartaxo!

E como festarola é sempre uma boa desculpa para estourar uma pipa de massa em fatiotas novinhas, perdi a cabeça e comprei, com uma ajuda substâncial da minha mãe (a avó mais desfeita em bába de que há memória) e de uma tia, estas lindas farpelas:






Vão a condizer e tudo, lindos como o Sol e eu vou levar babetes - para mim - porque com a previsível chuva de elogios que vou receber dos Xisbunhirgos ainda causo um pequeno dilúvio!

Mas ainda assim sou poupadinha, o vestido da Ju serve perfeitamente para segundo fatinho para o seu próprio baptizado e a fatiota do maninho também é para ambos os eventos! :satisfied

Adoro os calçõezinhos com suspensórios de tecido a cruzar atrás e de meias pelo joelho e sapatinhos catitas o meu puto vai arrasar! Já me bábo só de imaginá-los!

Ok, já chega que até a mim me consigo enjoar!

Mudando de assunto, para outro menos simpático: o Samuel está adoentadito, com febre desde ontem à tarde.

Nada de muito precoupante (a febre é relativamente baixa: 37.5 - 38º, e com um supositório de paracetamol baixa completamente durante 6 a 8 horas).

Desconfio que quando na sexta-feira andou a brincar com os meninos vizinhos deve ter trazido um bichinho emprestado...

Só tem mesmo febre, não tosse, nem espirra, não lhe doem os ouvidos e a garganta parece-me bem, até comeu bastante! Deve ser um daqueles bichitos de 24 ou 48 horas, se amanhã já não tiver febre nem me parece que vá ligar à médica. Pr'á semana temos a consulta dos 6 meses da Jú, falo com ela nessa altura, se isto passar como penso que irá!

Sou relativamente calma quanto a estas maleitas, desde que passem rápido! Por sorte o meu filho ainda só entrou em Hospitais desde que nasceu para ver a prima e a irmã recém-nascidas, é um puto saudável - são os dois. Tenho mesmo uma sorte danada, porque não suporto vê-los doentes - estou calma mas custa-me tanto vê-lo quando fica mais prostrado e sem ligar sequer aos seus brinquedos, ainda que desta vez nem tenha ficado assim tanto - hoje fartou-se de brincar e falar!

Mas é tão preguiçoso o meu xisbito! Pronuncia perrrrfeitamente os errrres, quando querrr, quando não quél, nem vale a pena insistile puque não há maneila! Comprei-lhe uns livros com histórias ilustradas com os bonecos da Disney, com o Mickey - que ele adora e cujo nome pronuncia num inglês correctíssimo (diz "Miqui", e não "Miquei" como os tugas em geral) acho que é mesmo só por ser mais fácil de dizer, mas lá que está certo, está! "Mamã, o Mickey na paia, olha!" "A Minnie, faz ó-ó" (deitada na toalha na areia), "o Sol, a úvem, o báco, olha!" Foi o delírio! São bem giros e só custam 2.29 € no Minipreço - recomendo-os vivamente, cá em casa já temos 4, mais 3 e temos um para cada dia da semana!

A Jú está óptima, não me parece que o irmão lhe vá emprestar o bicho! E come que se farta, só a fruta é que tem de ser bem docinha, senão nada feito. Pesei-a na passada quinta-feira, quando fomos às vacinas: 7.545 kg - não hei-de eu andar marreca?! Ainda mama, mas é pouquito e geralmente entre o jantar e o lanche e depois para adormecer! Parece-me que ao contrário do irmão que recusou de todo a mama quando fez 6 meses ela vai continuar a pegar-lhe ainda que mais só pelo conforto e não tanto como alimento - por um lado também serve para que beba mais líquidos porque água não lhe passa assim muito bem pelo goto, não é doce! É uma gulosa a Xisbunhirga!

Amanhã vamos experimentar os iogurtes, vamos ver se gosta! Espero que seja como o mano e os adore, porque se fôr como eu não vai lá muito à bola com eles. Eu tento não torcer muito o nariz mas como não gosto de iogurtes (nunca gostei) até fiz caretas quando dei pela primeira vez ao Samuel - iogurte natural... yuck! Filhos, não me oiçam, comam e gostem que é muito bom!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

"Errare humanum est"

Errar é de facto humano, mas reconhecer que errámos e reparar na medida do possível os nossos erros é o que nos faz crescer enquanto humanos!

Na sequência deste post da calsl achei que o meu longo comentário merecia um post, porque já várias vezes me vi em situações muito idênticas à que ela descreve.

Não conheço ninguém de ferro! Nunca bati aos meus filhos mas o Samuel às vezes também me vê meia tresloucada quando faz asneiras! É claro que o melhor como dizem os livros é manter a calma e explicar pacificamente que aquilo não se faz, que é chato para os outros... aha, mas dizê-lo é mais fácil que fazê-lo!

Os miúdos têm de perceber que os adultos também se arreliam e perdem às vezes a calma e postura. O que acho mais importante é que eles nos vejam depois reconhecer que errámos, que não nos deviamos ter enervado daquela maneira e que sabemos pedir desculpa quando fôr caso disso.

É importante conseguir, depois de nos acalmarmos e com tempo, fazer passar esta mensagem: de que um comportamento furioso deve ser evitado, mas quando não se consegue fazê-lo devemos depois dentro do possível remediar as suas consequências pedindo desculpa e explicando porque não conseguimos manter a calma!

Penso sinceramente que aprender isso é mais importante para os miúdos do que manter diante deles uma postura perfeita de super-mãe ou super-pai. Eles nunca conseguiriam ser super-filhos e penso que nesses casos acabam por se frustrar mais quando têm comportamentos errados, porque nunca viram os pais errar e consequentemente não sabem bem lidar com os erros!

Depois de me zangar a sério com o Samuel tento explicar-lhe isso mesmo: que fiz mal em ter gritado, em ter sido mais brusca com ele, mas que me enervei devido ao que ele tinha feito e às consequências da asneira, peço-lhe que me desculpe e que compreenda e encho-o de bejufas.

Acho que tem resultado, se calhar até melhor do que se tivesse conseguido conter-me sempre! Ele percebe que eu me sinto mal depois de me passar a fúria, mas também percebe que teve um papel importante no surgir da dita e que eu tinha razões para ficar chateada!

E já o vi algumas vezes depois de lhe passar uma ou outra birra, mais calmo vir ter comigo e querer cólo ou mimo- E, uma vez por outra, até o oiço dizer "escupa" mãe! Está a imitar o meu comportamento, aprendeu a remediar os seus acessos de fúria, se eu nunca os tivesse como aprenderia ele isso?

Se errar é ser humano e sendo humanas somos mães não há que ter medo de errar. Há que lutar para que consigamos sempre emendar-nos e aprender com os nossos erros e dessa forma ajudar os nossos filhos a serem humanos adultos, não perfeitos (que perfeito ninguém o é) mas responsáveis, compassivos e empenhados em aproximar-se da perfeição!


quarta-feira, 4 de abril de 2007

O nosso almoço!

Hoje o pai veio almoçar a casa! O Samuel quase saltava da cadeira quando ouviu a porta: "Pai Bluno!"

Pobre xisbito ficou tristão quando o pai teve de se ir embora, mas a tristeza durou cerca de 3 minutos que depois veio para cá brincar com ele o amiguinho "Pido" e já nem se lembrava do pai... ;)

Ora do menu de hoje constou arroz de açafrão com cubinhos de presunto e costeletas de porco grelhadas com alecrim e vinho do Porto!

Está neste preciso momento a nascer na vossa mente a seguinte cogitação: "Mas esta gaja quando está de férias não pensa em mais nada senão comida?!" Pois, não é tanto assim mas já que tenho que fazê-la... Eu escrevo sobre a minha vida e nas férias, bem pelo menos nestas, a malta come e dorme! Claro está que para comer é preciso haver papita feita e cá está ela...



...pois que a gaja até fotos tira à comida! Bem lá se vai a dieta, o que vale é que ainda não comecei a dar-lhe nos chocolates, sendo Páscoa e tudo o mais!

terça-feira, 3 de abril de 2007

A mana "acudou"!

Hoje de manhã o Samuel acordou antes da irmã. Deixei-o vir brincar e ver TV para o escritório/quarto dos brinquedos. Baixei o som da televisão e avisei-o "Não fazes barulho a brincar, que a mana ainda está a dormir, está bem?" "Pá bem, mamã!" (ainda trocamos os Ts pelos Ps, ou às vezes pelos Bs).

Esteve caladinho por uns minutos, até que decidiu que queria mesmo era ir brincar para o quarto dele e da irmã, onde a dita dormia! Obviamente 5 segundos depois a Jú dáva sinais de vida... Aflito o moço, vem ter comigo e anuncia, como se não tivesse culpa de nada " Mamã, mana acudou!"

A Jú também já vai aprendendo o que é ser menina e como é fácil, para quem tem um palminho de cara ter os gajos todos na mão...

Oram vejam só a D. Júlia e a sua côrte!







Está-se mesmo a ver que daqui uns aninhos até fazem fila à porta, aí é que o meu gajo compra uma caçadeira!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

O almoço e a minha linda!

Ora bolas, então não é que depois de tanta tinta (digital) que gastei no belo post a comemorar os 6 mesitos da minha Jú lindona agora reparei que não tenho cá nenhuma foto actual da minha carequinha boa!

Mas isso tem rápido remédio:





Quanto ao almoço, comecei a fazê-lo agora! Quase 4 da tarde... xi! O que vale é que o Sam ainda dorme, vai acordar cheio de fomeca espero eu!

Ora experimentem se gostarem:

Caril de Frango à pOOka:






Ingredientes:
1 frango (ou se for para fazer menos eu uso aquelas embalagens de "canjinha");
Côco ralado (200 gr - para as embalagens de canjinha, 250 se for 1 frango inteiro)
Água (200 ml, para a canjinha, mais se for o frango inteiro)
Leite (100 ml)
1 cebola (grande)
2 dentes de alho
Sal (q.b.)
2 colheres de sobremesa de pó de caril
Cominhos (q.b.)
Coentros (q.b)
Azeite ou óleo de palma (eu prefiro o azeite!)

Preparação:
Fazer um refogado com o azeite, a cebola e os alhos (2 a 3 minutos em lume brando chega) e juntar depois o frango aos pedacinhos e deixar aloirar um pouco, mexendo bem para não pegar.
Juntar a água até quase cobrir o frango, juntar o côco, os coentros migados, os cominhos, o caril e o leite. Deixar cozer em lume brando e acompanhar com um arroz branco ou com passas! Por falar nisso tenho de ir fazer o arroz!

Vou comer agora, tenho fomeca... mas o miúdo não há maneira de acordar... vou deixá-lo dormir senão já sei, se acorda à força fica mal disposto e não quer comer nada!

De férias... ou mais ou menos

Estou de férias, esta semana. Eu, que o maridão está a trabalhar.

A avó Lina foi plantar batatas, a sério - não é força de expressão - foi mesmo plantar batatas para o seu pedacinho de "reforma agrícola" como lhe chama um primo!

Estamos os três em casa, chove e está frio... ainda tive de estar a fazer umas coisas de trabalho de manhã! E vou ter de ir vendo o mail e acabando uns documentos que têm de estar prontos quando eu voltar!

Mas que miséria de férias dizem vocês! Pois, concordo! Mas pelo menos posso descansar, posso brincar com os meus bebés e vê-los brincar os dois.

Há pouco a Jú estava no saltitão e o Samuel brincava com os botões e bolinhas que aquilo tem, riam-se os dois que nem uns tontos! Agora dormem, e ainda nem almoçaram. O pequeno almoço foi tarde e reforçado!

Assim se instala a perguiça. Tenho de ir arrumar a cozinha e fazer o almoço para mim e para o Samuel, que a minha preciosa mamã ontem fez sopinha para a Jú e como sobrou o almoço dela já está feito, é só aquecer!

No sábado de manhã: faxina, com a preciosa ainda que simpaticamente barata ajuda da D. Lucinda! Á tarde fomos para os lados do Cartaxo, dar um beijinho à prima Paula (futura madrinha da Jú) que tinha feito 30 anitos, a jovem!


Aqui está ela a pensar... 30, bolas já sou cota! Isso pensei eu o ano passado!

O Samuel e o seu novo amiguinho, o primo João - fartaram-se de brincar!


Ontem foi dia de CDS (Casa da Sogra) como diz o meu gajo! Mas à tarde ainda fomos dar uma volta (sózinhos, deixámos os miúdos na minha mãe)! Temos de trocar de carro, decisões e custos e... etc! Acabámos por ir lanchar a Mafra, ficámos sentados no café a fazer contas na calculadora do telemóvel... ó vida, que bom seria não ter de fazer contas!

Mas soube bem umas horinhas sózinhos, mesmo que ensombradas pelas malditas contas! Para a próxima vamos mas é ao cinema, gajo!

domingo, 1 de abril de 2007

Meio ano de Júju!

Daqui a cerca de 12h00 fará exactamente meio ano, 6 meses que a nossa Júju, como foi de imediato apelidada pelo irmão nos ilumina os dias!

Na madrugada de há seis meses atrás estava a dormir, por ter de estar no Hospital cedo, pois já tinha a cesariana marcada. Dormia, mas um sono leve de quem tenta conter a ânsia. Não me estarei a pintar de corajosa, mas o parto (em ambos os casos cesariana) nunca me assustou muito, na vertente de ser uma experiência dolorosa... e é, seja de que forma for feito! Racionalizei as coisas e pensei, por mais que doa, há-de ser só um dia, o bebé é para o resto da vida!

Por ver as coisas desse prisma sempre me preocupei mais com o depois e não com o momento de nascer: questionei-me como seria o bebé, se estaria saudável, adaptarmo-nos-iamos bem a ele(a)? - esta última questão surgiu em ambas as gravidezes, ainda que com contornos distintos!

Foi difícil, não a cesariana que correu relativamente bem e estive bem disposta durante todo o processo. Com menção meio patética para ter tido um ataque de comichão brutal alguns minutos depois de me ter sido administrada a anestesia (epidural raquidiana) e durante toda a operação - o que é normal mas não deixa de ser uma sensação bizarra! Chegou a passar-me pela cabeça pedir ao meu obstetra, que estava ocupado com outras coisas (tipo as minhas entranhas) que me coçasse os pés de tal forma aquilo me estava a incomodar!

A Jú nasceu rapidamente, e pude vê-la assim que saíu: é grande, exclamei: já na barriga me parecia assim! Vi-a também enquanto era limpa!

Ok, perguntam vocês, afinal o que foi díficil? Após a Jú nascer tive uma hemorragia um pouco severa, nada de especial mas fiquei ligeiramente anémica. Mas o pior estava para vir... Quando finalmente pudemos eu e ela subir para o quarto e pela segunda vez a puseram no meu peito para mamar (da primeira ela ainda estava meio a estranhar o mundo e mamou bem, mas pouco) a Jú começou a cansar-se e a gemer.

Ao vê-la assim as enfermeiras levaram-na para ser observada pela pediatra e acabou por ficar internada nos cuidados de neonatologia, numa incubadora.

É aterrador não poder sair de uma cama e levarem-nos assim o nosso recém-nascido, é das sensações mais desoladoras que há! Fui sendo informada de que estava tudo bem com ela. Aliás em nada me posso queixar de como fui tratada pelo pessoal do Hospital, pelo contrário! Mas não podia estar com a minha filha e nada nem ninguém me teria conseguido consolar por não poder vê-la!

Passei a noite inteira em extrema ângustia e considerável dor física também, com imensas contracções devido a ter recebido ocitocina no soro - o que é geralmente indicado após uma cesariana para ajudar o utero a voltar ao sítio e tamanho "normais", mas que desta cesariana ou foi dose reforçada ou eu reagi muito mais, porque da primeira não me senti assim tão mal.

De manhã tentei por 3 vezes levantar-me da cama para poder ir ver a Júlia e não consegui, as dores eram demais e estava muito fraca. Não sei onde arranjei forças para me levantar finalmente, mas tinha de ser, tinha de ir vê-la - falar com os médicos pessoalmente, saber o que se tinha efectivamente passado com ela!!!

Lá fui, empurrada numa cadeira de rodas, mas fui! Pude vê-la na incubadora: dormia sossegada, nada aparentava que pudesse explicar porque ali tinha de estar! Falei com a pediatra de turno, explicou-me que estava ali mais por precaução, porque estava ligeiramente taquicárdica por não ter sido completamente drenado o líquido dos pulmões ao nascer. Situação, fui informada, não de todo incomum em caso de cesariana.

Mais calma, perguntei se podia tentar amamentar novamente, e tentámos, ela no entanto ainda se cansou um pouco, mas não tanto como anteriormente. Voltou para a incubadora e eu impotente sem saber o que fazer para que ela se fortalecesse. Nestas alturas sou racional: não entro em pânico, sei que ao fazê-lo tenho mais hipóteses de resolver os problemas. O pânico e as lágrimas ficam para depois. Perguntei se podia tirar leite para que ela o bebesse no biberão - uma vez que requer menos esforço! Assim fiz, mas ainda não tinha muito - vertia muitas mais lágrimas do que colostro...

Mas vou abreviar a história ela foi bebendo, foi mamando cada vez melhor, foi ficando mais forte e embora nunca a tenha tido comigo no quarto da maternidade tivemos ambas alta 3 dias depois de nascer!

Nunca tinha escrito sobre isto, acho até que ainda hoje deve haver quem me conheça e não saiba que a Jú teve este pequeno percalço ao nascer! Não costumo falar destas coisas, para mim foram ultrapassadas, não volto a vivê-las recordando-as!

Mas hoje senti necessidade de o fazer! Passado que está meio ano sobre tudo isto. Achei que devia olhar para trás e de tudo o que acima descrevi o único sentimento que fica, que perdura e não consigo apagar é o de que faria de tudo, venderia o corpo e a alma várias vezes a qualquer demónio que as quisesse para que a Júlia não sofresse e fosse saudável! Isso sinto ainda hoje, senti-o ao ver também pela primeira vez o Samuel que não tendo necessitado os mesmos cuidados também me pareceu tão fraco e desprotegido quando o vi pela primeira vez!

Isso seria o que tanto me disseram que se chama o tal amor de mãe que iria sentir! Não sei, não sei se pode ter nome algo assim intenso que nos queima e aquece ao mesmo tempo, que nos deleita e nos aterra em simultâneo! Que no mesmo minuto nos enche de felicidade e de temor! Será amor? Será uma reacção química e eléctrica que ocorre em cadeia e ataca todas as células do nosso corpo quando dele se produz um novo ser?! Não sei ainda, teria de parir mais vezes talvez... não, por mais filhos que tivesse não conseguiria dar um nome a tal sentimento! Amor parace-me uma palavra tão pequena perante o que sinto!

É tarde, estou cansada e vou dormir, logo temos festa - a minha Jú faz 6 mesitos, no dia das mentiras! Mas é a mais pura das verdades que ela é a mais doce filha do meu ventre e mais linda do que alguma vez supûs que pudesse vir a ser!

Parabéns Xisbunhirga!