quinta-feira, 5 de abril de 2007

"Errare humanum est"

Errar é de facto humano, mas reconhecer que errámos e reparar na medida do possível os nossos erros é o que nos faz crescer enquanto humanos!

Na sequência deste post da calsl achei que o meu longo comentário merecia um post, porque já várias vezes me vi em situações muito idênticas à que ela descreve.

Não conheço ninguém de ferro! Nunca bati aos meus filhos mas o Samuel às vezes também me vê meia tresloucada quando faz asneiras! É claro que o melhor como dizem os livros é manter a calma e explicar pacificamente que aquilo não se faz, que é chato para os outros... aha, mas dizê-lo é mais fácil que fazê-lo!

Os miúdos têm de perceber que os adultos também se arreliam e perdem às vezes a calma e postura. O que acho mais importante é que eles nos vejam depois reconhecer que errámos, que não nos deviamos ter enervado daquela maneira e que sabemos pedir desculpa quando fôr caso disso.

É importante conseguir, depois de nos acalmarmos e com tempo, fazer passar esta mensagem: de que um comportamento furioso deve ser evitado, mas quando não se consegue fazê-lo devemos depois dentro do possível remediar as suas consequências pedindo desculpa e explicando porque não conseguimos manter a calma!

Penso sinceramente que aprender isso é mais importante para os miúdos do que manter diante deles uma postura perfeita de super-mãe ou super-pai. Eles nunca conseguiriam ser super-filhos e penso que nesses casos acabam por se frustrar mais quando têm comportamentos errados, porque nunca viram os pais errar e consequentemente não sabem bem lidar com os erros!

Depois de me zangar a sério com o Samuel tento explicar-lhe isso mesmo: que fiz mal em ter gritado, em ter sido mais brusca com ele, mas que me enervei devido ao que ele tinha feito e às consequências da asneira, peço-lhe que me desculpe e que compreenda e encho-o de bejufas.

Acho que tem resultado, se calhar até melhor do que se tivesse conseguido conter-me sempre! Ele percebe que eu me sinto mal depois de me passar a fúria, mas também percebe que teve um papel importante no surgir da dita e que eu tinha razões para ficar chateada!

E já o vi algumas vezes depois de lhe passar uma ou outra birra, mais calmo vir ter comigo e querer cólo ou mimo- E, uma vez por outra, até o oiço dizer "escupa" mãe! Está a imitar o meu comportamento, aprendeu a remediar os seus acessos de fúria, se eu nunca os tivesse como aprenderia ele isso?

Se errar é ser humano e sendo humanas somos mães não há que ter medo de errar. Há que lutar para que consigamos sempre emendar-nos e aprender com os nossos erros e dessa forma ajudar os nossos filhos a serem humanos adultos, não perfeitos (que perfeito ninguém o é) mas responsáveis, compassivos e empenhados em aproximar-se da perfeição!


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