Desafio literário... ou coisa que o valha!
Numa outra comunidade online de que faço parte (my.opera) encontrei este desafio que achei engraçado, aqui vai (a ver se cóla):
As regras:
Pegar no livro que se está a ler, ir até à página 123 e transcrever para o blog o quinto parágrafo da referida página (ou a primeira frase do parágrafo se este fôr muito grande, ou as primeiras 40 palavras para quem esteja a ler Saramago
). Incluir no post o título e autor da obra e enviar o desafio a 5 outras pessoas!
O que estou a ler: Conselhos do Coração de S.S. o Dalai Lama¶5 página 123:
"O amor é o meio último para transformar os seres, mesmo quando eles estão carregados de ódio e de cólera. Se expressarem esse amor continuamente, sem variações e sem enfado, acabarão por tocá-los. É algo que leva muito tempo. Pessoalmente sinto-me incapaz de o fazer. Ao princípio tento ser simpático, mas aborreço-me rapidamente e acabo por dizer «Tanto pior para ti!»(Gargalhada.) É preciso imensa paciência. Mas se a vossa intenção fôr perfeitamente pura e o vosso amor e compaixão não sofrerem variações, serão capazes de o fazer."
Desafio os/as autores/as dos cinco últimos comentários no meu blog:
bbb
Rute
BabyBoom
Vanessa
Teresa Pintor
Olha afinal são só gajas... que surpresa [inserir uma dose q.b. de ironia e/ou sarcásmo aqui]!
PS: Também o estou a ler mas não tem 123 páginas o livro "A Criança e a Disciplina" de Terry Brazelton e Joshua D. Sparrow do qual passo a transcrever um excerto que vai na linha deste post de há dias sobre como lidar com situações em que nos enervamos com os nossos filhos.
"Qualquer que seja o método usado para lidar com os problemas de mau comportamento dos filhos, esse método serve-lhes de modelo. A minha filha contou-me que, numa ocasião o meu neto de 6 anos de idade, lhe tinha implorado obstinadamente para ver «mais um» programa na televisão. Com igual determinação a mãe manteve a sua palavra. A determinada altura a mãe começou a gritar e a andar de um lado para o outro. A criança olhou-a e disse-lhe: «Sabes que vamos ambos sentir-nos muito melhor se te acalmares um pouco.» Nestas situações os pais precisam de ficar um tempo sozinhos antes de voltarem a enfrentar a criança.
Porque não explicar à criança o quanto estamos perturbados e como tencionamos lidar com a situação?
- Estou tão zangada que vou ter de me acalmar um pouco para decidir que castigo vais ter. - A criança percebe imediatamente que a situação é grave.
Os nossos filhos também imitam a nossa capacidade para identificar e gerir os sentimentos. Devem poder esperar uma resposta à sua maldade que seja justa e não exagerada pelas emoções iniciais dos pais. Mas para aprender, a criança precisa também de perceber como o comportamento dela afectou os pais. Se fez os pais zangarem-se de propósito, precisa saber que as suas acções têm consequências. Mas os pais devem dar um exemplo importante: devem aplicar as regras com justiça, sem reagirem por raiva ou quando estão alterados.
Uma explosão de raiva pode assustar a criança de tal forma que a impede de aprender. Uma resposta que motive um sentimento de culpa na criança pelo facto de ter magoado profundamente os pais pode levá-la a concentrar-se mais no esforço de voltar a ganhar a amizade dos pais do que em perceber o que fez de mal. Mas um relato controlado, sem ambiguidades, daquilo que a criança fez os pais sentir - raiva, dor, frustração, medo - ajuda-a a compreender os efeitos das suas acções e os sentimentos mais profundos dos outros.
(...) A maneira como os pais lidam com os sentimentos pode também servir de modelo para as crianças lidarem com os seus."
Xi que testamento... mas achei que fazia sentido colocar o texto completo. Recomendo vivamente o livro é muito lúcido e realista nas suas recomendações e ilações sobre a disciplina e como ensiná-la!
Sem comentários:
Enviar um comentário