Tempo para Nós!
Ainda há pouco tempo deixei no blog da Lili este comentário, fundamentado na minha própria experiência, sobre as dificuldades que o nascimento de um filho trás a uma relação, por mais forte que ela seja - traduzindo-se por vezes em afastamento do casal ou até mesmo separação.
Resolvi re-pescá-lo hoje, no seguimento de uma conversa com a minha querida Loira sobre estas coisas de fazer com que uma relação sobreviva a períodos de maior stress, nos quais por vezes nos esquecemos de reservar tempo para Nós (para o casal)!
Uma relação muda consideravelmente após o nascimento de um filho, mesmo quando ele é pretendido por ambos! Costuma dizer-se que "entre um homem e uma mulher ninguem meta a colher" mas os filhos metem. Quero dizer, passa-se de uma relação a dois para uma a três, ou mais. Tem de haver força e vontade para processar essa mudança, para que se ultrapasse uma inicial fase em que há um aparente afastamento dos dois para deixar entrar o bebé! É natural que até emocionalmente haja um esgotamento de tanto pai como mãe, que sintam que só se relacionam um com o outro através do bebé e isso gera desgaste na relação!
Um bebé esgota-nos fisica e emocionalmente e sentímo-nos quase como vazias no fim do dia, se grande vontade de seja o que fôr. Há que saber entender isto, é saber que é passageiro, há que combater essa fadiga emocional. Uma relação só sobrevive a isto se ambos entenderem que vale o esforço, de outra forma não se consegue, ou consegue-se a custos muito elevados, ultrapassar esta mudança!
Sei que para ser-se bem sucedido na relação e na paternidade temos de ter uma linha de crédito muito grande, pois é necessário investir e ter fé em quantidades para lá de industriais! O que sei é que se não houver essa linha de crédito antes do bebé nascer, será muito difícil consegui-la depois! E por isso, ainda que me choque, não me espanta que haja separações resultantes do nascimento de crianças!
Oh Loira, isto é complicado, bem sabes... e onde vês escrito filho podes pôr tantas outras coisas que têm o mesmo efeito, ainda que os filhos sejam muito, mas mesmo muito mais do que apenas "penetras" na relação entre um homem e uma mulher! E a resposta é essa, para seguir em frente e remar contra a maré de complicações, é achar no meio das ondas aquela ilha tropical simpática aonde queremos aportar - aquilo que de melhor temos em Nós, na relação que vivemos com quem amamos! E nunca, mas nunca olhar para os problemas deixando de ver essa ilha, ainda que nos pareça pequenina tão rente à linha do horizonte!
Um bêjo!
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