quarta-feira, 31 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Consulta 12 meses da Juju!
Finalmente (no sábado passado) fomos à consulta dos 12 meses da Julinha!
Está excelente e recomenda-se, já come de tudo e mastiga muito bem com os seus 7 dentinhos lindos! Ao nível do desenvolvimento motor está porreinha, um destes dias deve estar a andar sózinha!
Pesa 9,800 kg Percentil 50
Mede 78,5 cm Percentil 75-90
É uma pernilonga ligeirinha! 
Depois da consulta fomos dar uma voltinha até Sesimbra e até estivemos na praia e tudo, com direito a grandes rebolanços na areia, boleia no carro do Noddy para o Samuel e um geladinho à beira-mar (para o Samuel também que os papás não podem).
De saúde portanto os meus xisbitos estão excelentes, bem melhores que a mamã que na última vizita ao Sr. Dr. levou no proverbial toutiço por estar assim gorduchinha (20 kg a mais) e ter o colestrol bem acima do que deveria estar 
Resultado: dieta imediata para os papás, ah sim porque o pai "Bluno" é solidário (à força
) com a Mamã "Caquela".
No domingo convidei os meus pais e o meu irmão para almoçar lá em casa, tendo antes já indicado que tinhamos entrado em "modo dieta", e a minha adorada família o que faz? Trazem bolos, bolinhos, gelados, bejecas e marisco para a festa! Ainda bem, foi o derradeiro teste à nossa força de vontade (eu passei, o Bruno... bem não diria que chumbou mas safou-se por pouco).
sábado, 27 de outubro de 2007
Halterofilhismo!
Conhecem o desporto preferido do meu maridão? Correr faz mal aos joelhos, nadar faz mal aos ouvidos, a aeróbica é para maricas. Os homens verdadeiros, os de pêlo no peito e coiso e tal... esses fazem:
Halterofilhismo! (qualquer confusão com halterofilismo não é pura coincidência)
O desporto como o próprio nome indica pressupõe a procriação prévia e, posteriormente, a utilização da prol como halteres. O halterofilhismo encontra bastantes adeptos também entre desportistas femininas que são ainda e em exclusivo as praticantes da modalidade "halterofilhismo interno" que implica o levantamento e transporte do referido haltere a full-time por cerca de 9 nove meses, durante os quais o peso vai sendo incrementado. Esta modalidade é empreendida por corajosas desportistas que após um ou mais rounds de prática passam depois á prática do halterofilhismo externo.
Parabéns LopesCa!
Não pude comer o bolo... com pesar que parecia estar delicioso, mas "hèlas docteur oblige"! No entanto aqui fica o meu beijinho electrónico atrasado... pelo menos o beijinho verdadeiro foi entregue a tempo e horas!
Ora então aqui vai sem mais delongas:
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Lidar com a violência
No seguimento de um post da Margarida, dei por mim a pensar num assunto que me preocupa, tanto como mãe como como ser humano.
A forma como lidamos com a violência, em especial a que nos é dirigida é, quanto a mim, o melhor indicador do quanto crescemos como pessoas. Resolver rapida, eficaz e de uma forma justa uma situação de violência é uma habilidade essencial numa sociedade onde por vezes ela é tão constante.
Quanto a mim saber lidar com a violência pode dividir-se em saber aplicar dois conceitos essenciais:
1. Reagir apenas quando necessário;
2. Reponder apenas em defesa própria e com uma força adequada à força utilizada por quem nos ataca.
1. Reagir apenas quando necessário.
Aqui podemos enunciar dois sub-princípios:
1.1 Nunca entrar num confronto do qual nunca poderemos sair a ganhar.
Não vale a pena esforçarmo-nos para ficar na mesma ou pior. Uma batalha evitada é uma batalha ganha!
1.2 A reacção quando necessária deverá ser o menos esgotante possível do nossos recursos. Um antigo sábio chinês Sun Tzu, que escreveu "A Arte da Guerra" disse que "lutar e vencer todas as batalhas não constitui excelência suprema, a excelência suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar."
2. Defesa legítima com força legítima
Em caso de agressão é importante sabermos defender-nos, mas o mais complicado é determinar com que força é legítimo responder a um ataque e evitar que o calor do momento nos leve a utilizar mais força do que a necessária para fazer cessar a violência de que fomos alvo.
Por exemplo, se nos derem um estálo na cára não é lícito responder com uma facada, se nos ofenderem não é aceitável que dêmos um tiro a quem nos ofendeu, estes exemplos são fáceis de entender mas na vida real a linha é bem mais ténue e complicada de achar.
O ideal é que a noção que "os erros dos outros nunca justificam os nossos" nos seja tão clara como o ser necessário e legítimo agirmos em nossa defesa.
Isto é "eu não estou a bater porque me bateram, eu estou a defender-me para que não me voltem a bater", é apenas neste contexto que uma resposta violenta é válida, como defesa e em último recurso.
Para além disso é também importante saber prevenir a violência e evitá-la. Resistir não violentamente pode ser muito eficaz, como nos provou Gandhi. Responder não violentamente à violência é como deitar um balde de água na fogueira, responder-lhe com mais violência é apenas deitar mais achas na dita.
Nisto tudo há que exercitar a cabeça num constante pesar de prós e contras, num manter da racionalidade por vezes tão difícil nos tempos que correm e saber escolher o melhor caminho para a resolução dos conflitos que não se podem evitar.
Saber lidar correctamente com a violência, saber valorar justa e eticamente as posições que tomamos e as dos outros é um processo de aprendizagem que começamos desde que nascemos.
Não subscrevo a teoria do "bom selvagem", pessoalmente acho que há desde o primeiro momento algo em nós que nos incita a sobreviver a todo o custo. É um instinto animal, amoral, que coloca acima de tudo a nossa própria existência e bem estar.
À medida que vamos crescendo interiormente, vamos aprendendo a aceitar esse instinto e a saber controlá-lo porque se torna cada vez mais claro que o nosso bem estar, a nossa sobrevivência e no fundo a nossa felicidade apenas são alcançáveis em sociedade e aqui importa, e muito, que haja justiça e que todos possam de forma igual garantir a sua própria felicidade. Isto porque em sociedade o meu bem-estar não está acima do de mais ninguém, nem abaixo!
Ao compreender isto, parece-me fácil perceber porque têm as crianças por vezes reacções ou acções tão violentas. O que tradicionalmente nos choca por termos sucumbido ao estigma da criança "inocente e boazinha".
Há que entender que a criança apenas está a expressar as suas necessidades de garantir aquilo que ela vê como necessário para a sua felicidade e e bem estar. E que nem sempre tem, porque tem de aprendê-los, mecanismos não violentos de fazer valer a sua pretensão.
A frase "Quero este brinquedo porque gosto dele e ele é importante para mim, por isso se mo tentares tirar bato-te!" é perfeitamente lícita aos olhos de uma criança, mas é preciso ensiná-la que a sua relação com os outros é mais importante que a sua relação com o brinquedo e como tal deve controlar o instinto de não partilhar o brinquedo e aprender a substituí-lo pelo prazer de ter companhia nas suas brincadeiras.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Aaaaaaaargh!
Hoje o dia começou bem.
10:30 Marido recebe pedido de assistência com urgência e tenho de levar os putos sózinha para casa da avó.
10:40 No carro. Luz acende em conjunto com um apito sonoro irritante e surge uma mensagem extremamente assustadora no display do carro "defeito no motor"!!!!
10:42 Paro na bomba para olhar para o motor. Nada visível a olhos leigos (o motor não parace estar prestes a explodir, o nível do óleo, a água e a temperatura do motor parecem bem). Fecho o capôt e seguimos viagem a 90km/h não vá o diabo tecê-las que o gajo é bom tecelão! Putos ligeiramente assustados, mãe em pânico (controlado, mas pânico).
11:20 Chegamos a casa da avó e descarrego putos e respectiva parafernália.
11:40 Volto ao carro e a filha-da-mãe da luz volta a acender e a mensagem cruelmente vaga e estupidamente petrificante volta a surgir no visor. Sigo para o local de trabalho a uma média de 70km/h.
11:50 Enganei-me na saída e vou dar uma voltinha à Póvoa de Sta Iria (já devia estar em Sacavém)
12:20 Estaciono a viatura demoniacamente possuída no parque e dirigo-me para o local de trabalho. Ao abrir o porta-bagagens reparo que me tinha esquecido do portátil em casa... sem stress!
12:30 Trabalho. Os problemitas do costume têm hoje um sabor especial, parecem tão irrelevantes e pequeninos comparados com o terror da manhã e a impendente questão do motor da viatura que poderá resultar num encargo financeiro ainda mais assustador.
16:00 Ligo para a oficina a saber se aquilo é coisa grave e quando me posso lá deslocar com a viatura. Após breve descrição da luzinha e mensagem demoníaca sou informada de que convém ver o que se passa mas pode ser uma válvula do motor que dá uma leitura incorrecta. Inserir aqui suspiro. Marcada hora para entrega da viatura para diagnóstico na próxima quinta feira, se a coisa não piorar até lá!
17:30 Ligo a marcar uma hora no médico para ir mostrar as análises e colocar um implante subdérmico (aquele que devia ter posto depois do Samuel nascer e cuja falta apressou a vinda da Ju
) e fico a saber que terá de ser na quinta, no mesmo dia que o carro vai para a oficina. Excelente! (ler a última frase com extrema ironia)
17:38 Vou ali beber um cházinho de tília para me acalmar e já volto.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
A Fabulosa História de El-Rei D. Barriga
Num reino distante há umas semanas atrás - ah pois, nem todas as histórias se têm de passar há muito tempo, algumas são assim, mais fresquinhas! Bem, continuando, dizia eu: Num reino distante, ou como se constuma dizer longíquo, há duas semanas atrás foi o dia da coroação de um novo Rei. Isto é, foi quando o Príncipe, a quem sua mãe chamou Barriga, viu o dia chegar em que viria a ser Rei. El Rei D. Barriga!
D. Barriga, já desde pequenino era muito comilão, não havia banquete ou festa em que não o pudessemos encontrar junto das mesas de queijos e sobremesas a encher a sua real barriga! O dia em que foi coroado não foi excepção. El-Rei D. Barriga não fez senão perguntar várias vezes por minuto ao Primeiro e aos outos Ministros quando é que começava o banquete!
Naquele dia as cerimónias pareciam mesmo que não teriam fim! "Pronto já tenho a coroa na cabeça!" exclamava baixinho D. Barriga, "Podemos agora ir almoçar?".
Desfilavam os pares do Reino, os nobres e os cavaleiros, os bispos e os sapateiros, os juízes e os marceneiros. Todos vinham prestar vassalagem ao novo rei.
Mas, por entre o borburinho da pompa cerimonial ouvia-se ao fundo um rugir. Começou de mansinho mas foi aumentando, cresceu de tal forma até que, qual trovão, o rugido fez eco nas altas paredes do palácio. Assustada toda a corte mirava a barriga do soberano que tremendo som produzia!
Por entre o espanto geral El-Rei D. Barriga levanta-se e afirma bem alto. "Terminou a parada vamos todos dar ao dente! Que comece o banquete real!" E, de um pulo saltou do trono e correu para o salão de jantar. Sentou-se na cabeceira de uma enorme mesa, tão grande que quase não lhe via o fim!
Javalis assados, perus estufados, patos e gansos guisados, arroz de ervilhas, sopa de lentilhas, mousse de chocolate e souflé de abacate! D. Barriga tudo comia! A cada garfada, a cada colherada o espaço entre si e a mesa crescia, e o banquete não mais acabava!
Já tinham passado três dias e duas noites e o rei continuava a comer, o banquete só podia terminar por ordem real e El-Rei D. Barriga só abria a boca para comer. Desde que se sentára que nada mais tinha dito.
(continua... amanhã? assim haja tempo e inspiração
)
Já agora aqui ficam os links para outras historinhas, o que me recorda... tenho que actualizar o site 
O Menino Lua
A Casa Azul I
A Casa Azul II
domingo, 14 de outubro de 2007
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Já disse algures e volto a afimar que a felicidade não é a ausência de tristeza, mas sim a presença de esperança. Por isso sim, sou feliz. Ainda que esteja triste, por vezes. Por saber que nem tudo o que de bom tenho sempre dura. Por ver que às vezes o pó da estrada em que viajamos nos tolda a vista e até do amor que nos movia nos esquecemos.
Que tinha eu nesses tempos de riso solto que agora me falta? Nada! Nada me falta, tenho tudo! Mas tanto do que tenho deixei em parte incerta!
E choro o que perdi, mas ainda tenho... o que de mim escondi ou escoderam!
E escondo as lágrimas que não correm, que me lavam a alma empoeirada, e que me lembram que por baixo da rotina, do pó dos dias e dos meus medos, me bate ainda no peito o meu motor, aquele que me trouxe aonde estou! Que anda empoeirado e tosco, mas sempre comigo o meu Amor.

Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Missão cumprida...mais ou menos!
Bom, a porta está instalada, e que linda que ficou, após horas de árdua labuta do Bruno e do nosso vizinho Tó (um trabalho em equipa!).
Mas para nossa tristeza suprema a máquina para a qual há agora espaço subejante na despensa não passa na ombreira da porta da dita! Não havendo portanto forma de colocar a máquina no espaço que lhe estaria reservado. Mas como nunca há espaço a mais numa despensa aproveitámos para por mais umas prateleiras e voilá temos uma despensa toda arrumadinha e limpinha e com uma porta muito gira!
Embuída de todo este espírito renovador, arrumador e limpador corri a cozinha e o escritório com o mesmo tratamento e isto tudo no último dia de férias, inteligente não?
Resultado: em vez de fresca e repousada para o trabalho chego derreada e a precisar de pelo menos 48 horas de "dolce fare niente" que obviamente me são totalmente impossíveis!
Mas pelo menos foram produtivas, as férias! 
E para, entre outras coisas, poderem apreciar a bela porta aqui têm uma pequena visita guiada Chez Xisbunhirgos!
escrito às 14:25
domingo, 7 de outubro de 2007
Hoje é dia de bricolage!
O último dia da nossa última semanita de férias deste ano e vamos passá-lo a colocar uma porta de foles na despensa e a instalar na dita a máquina de secar que tem estado na arrecadação, para onde - podem imaginar - não é exactamente fácil transportar roupa molhada para secar!
As benditas portas de foles são uma excelente invenção, o espaço que eu vou poupar na minha despensa, vai permitir não apenas colocar lá a máquina de secar roupa mas também uma estante de prateleiras para mais arrumação.
Os próximos projectos são uns armários de parede para a cozinha e iniciar o processo de "des-atravancamento" do escritório.
Bom, tenho imenso que fazer! Um esplendoroso domingo para todos!
sábado, 6 de outubro de 2007
Eu e as palavras...
Desarticulada
Fogem, loucas - as palavras,
lançando-se no vazio,
Intrépidas!
Perseguem-me, deixam-me,
Salvam me!
Sussurram, gritam, cantam,
Amam!
Soluçam, gemem , sofrem
Trémulas!
Dançam, lânguidas
Como labaredas, consomem-me!
Possuem-me!
Murmuravam baixinho
não sei bem o quê,
uma melodia sem método,
quase sem som,
desarticulada...
R. Henriques, 2005
É muito raro ficar sem palavras, no entanto é bem mais comum que as minhas deixem de fazer muito sentido.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Primeiros passinhos!
A Julinha já dá uns passinhos, ainda pela mão, mas uns passinhos jeitosos!
Aqui podem ver o lindo bolo de anos que a tia "Lília" fez para a Juju e a tia "Xofia", não tá demais
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
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