terça-feira, 16 de outubro de 2007

A Fabulosa História de El-Rei D. Barriga

Num reino distante há umas semanas atrás - ah pois, nem todas as histórias se têm de passar há muito tempo, algumas são assim, mais fresquinhas! Bem, continuando, dizia eu: Num reino distante, ou como se constuma dizer longíquo, há duas semanas atrás foi o dia da coroação de um novo Rei. Isto é, foi quando o Príncipe, a quem sua mãe chamou Barriga, viu o dia chegar em que viria a ser Rei. El Rei D. Barriga!

D. Barriga, já desde pequenino era muito comilão, não havia banquete ou festa em que não o pudessemos encontrar junto das mesas de queijos e sobremesas a encher a sua real barriga! O dia em que foi coroado não foi excepção. El-Rei D. Barriga não fez senão perguntar várias vezes por minuto ao Primeiro e aos outos Ministros quando é que começava o banquete!

Naquele dia as cerimónias pareciam mesmo que não teriam fim! "Pronto já tenho a coroa na cabeça!" exclamava baixinho D. Barriga, "Podemos agora ir almoçar?".

Desfilavam os pares do Reino, os nobres e os cavaleiros, os bispos e os sapateiros, os juízes e os marceneiros. Todos vinham prestar vassalagem ao novo rei.

Mas, por entre o borburinho da pompa cerimonial ouvia-se ao fundo um rugir. Começou de mansinho mas foi aumentando, cresceu de tal forma até que, qual trovão, o rugido fez eco nas altas paredes do palácio. Assustada toda a corte mirava a barriga do soberano que tremendo som produzia!

Por entre o espanto geral El-Rei D. Barriga levanta-se e afirma bem alto. "Terminou a parada vamos todos dar ao dente! Que comece o banquete real!" E, de um pulo saltou do trono e correu para o salão de jantar. Sentou-se na cabeceira de uma enorme mesa, tão grande que quase não lhe via o fim!

Javalis assados, perus estufados, patos e gansos guisados, arroz de ervilhas, sopa de lentilhas, mousse de chocolate e souflé de abacate! D. Barriga tudo comia! A cada garfada, a cada colherada o espaço entre si e a mesa crescia, e o banquete não mais acabava!

Já tinham passado três dias e duas noites e o rei continuava a comer, o banquete só podia terminar por ordem real e El-Rei D. Barriga só abria a boca para comer. Desde que se sentára que nada mais tinha dito.


(continua... amanhã? assim haja tempo e inspiração )

Já agora aqui ficam os links para outras historinhas, o que me recorda... tenho que actualizar o site

O Menino Lua
A Casa Azul I
A Casa Azul II

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