terça-feira, 24 de julho de 2007

"Governo quer creches abertas até mais tarde!"

Governo quer creches abertas até mais tarde

Ora finalmente se lembraram que quem trabalha até às 18h não consegue ir buscar os seus filhos às creches ou infantários ou até mesmo às escolas às 16h!

Para mim esta questão ganha cada vez mais relevância porque acredito estar a aproximar-se a altura para iniciar o Samuel na "escolinha". Acho que começam a fazer-lhe falta aptidões, acima de tudo sociais, que dificilmente desenvolve estando apenas aos cuidados (ainda que estremosos) da avó.

No entanto as nossas opções de escolinhas são drasticamente encurtadas pelo facto de ser necessário um horário alargado para que o Samuel possa frequentar (pelo menos até às 19h30, preferêncialmente 20h00) esses estabelecimentos.

Á lista cortámos logo de início os estabelecimentos públicos, cujo "horário prolongado" é até às 17h00 e que, para além das questões de horário, têm ainda o "inconveniente" de apenas aceitarem crianças a partir dos 5 anos - o que significa no fundo que são apenas "pré-escolas" que as crianças frequentam durante um ano, muito embora recebam pomposamente a designação de Jardins de Infância.

Depois temos ainda de cortar os estabelecimentos co-financiados pelo estado, também por uma questão do horário (aqui até às 18h00, mas ainda assim impraticável).

E o que sobra? O que sobra são estabelecimentos muito recomendáveis, com projectos didácticos bastante atractivos e porreiros onde são, como diz o povo, sete cães a um osso para arranjar uma vaga que permita a frequência do pirralhito e a remoção mensal da conta bancária dos pais de uma quantia significativa! Ok, agora multipliquem por dois!

Por isso hoje ao ler aquele artigo onde se relata como um Ministro "descobriu a pólvora" há uma centelha hesitante de esperança no futuro que brilha para mim com uma luz muito ténue. Esperança que se descubra novamente "a pólvora" que reside na verdade inegável e imutável que se não investirmos na natalidade e resolvermos os problemas essenciais que se colocam a quem queira constituir uma família, estaremos a condenar-nos enquanto sociedade a uma morte lenta e senil!

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