Uma manhã de muitos azares mas sem lágrimas!
Putos encasacados e encapuçados, sacos nas mãos, mochilas às costas e já passava das 8 e meia quando chegámos hoje à garagem, prontos para o embarque no bólide familiar. Mas, aí chegados, um pneu completamente vazio esperáva por nós, desmaiado e roto o pobrezinho, esvaíra-se durante a noite pela calada.
E agora? Samuel hoje vamos para a escolinha a pé, a Ju fica aqui com o papá que vai mudar a roda do carro!
E fomos, a corta mato, para ser mais rápido! A fugir do "pantásma" (novo jogo do Sam, corre e puxa-me pela mão para correr eu também e diz que vamos a fugir do fantasma), depressinha. Chegámos à escolinha, vestimos o bibe, pendurámos os abafos no cabide e encaminhou-se o xisbunhirgo para a sua salinha, sem lágrimas, nem birras ficou.
Esta já não me acontecia desde o primeiro dia em que lá ficou sem chorar mas também sem saber muito bem ao que ía. Mas bolas, espero que o truque para a ausência de choro não seja ir lá leva-lo todos os dias a pé, é que as manhãs estão frias e a chover não se pode ir a corta-mato!
Depois, quase mais uma hora à espera que o marido trocasse o pneu... Houve um azar com um parafuso de segurança e teve de chamar ajuda, bem... foi uma pequena novela. Entrenato a Ju começa a ficar com fome e sono e, outra novela. Quando finalmente conseguimos ter os putos entregues e o pneu suplente no lugar do falecido fomos à oficina para comprar pneus novos e lá se foram, assim numa manhã, quase 400 euros (aproveitámos e trocamos logo os pneus todos)... puf, puf.
Amanhã o Samuel vai ao teatro com os meninos da escolinha! Vai ser a sua primeira saída! Acho que vou passar a manhã a fazer figas, mas entrentanto já deixei lá na escola para amanhã uma daquelas cuequitas de treino semi-impermeáveis e relativamente absorventes para ele levar amanhã, não vá o diabo tecê-las.
Agora vou ali beber um cházito caladinha num canto e bem escodidinha que o dia hoje ainda não acabou, e as catástrofes não gostam de andar sózinhas!
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