24 meses de Júlinha!
Com tanta coisa boa a acontecer e com a sorte finalmente a olhar para mim com um daqueles sorrisos pepsodente, não queria entristecer-me com o facto de ter passado o dia do segundo aniversário da minha xisbunhirga Júju sem poder estar fisicamente com ela. Não queria... mas é inevitável. É claro que amanhã já estou com ela, mas custa, especialmente por me recordar, o que acontece sempre nos aniversários dos xisbitos, do dia em que ela nasceu. Tive também de superar nesse dia (há 2 anos atrás) a nossa primeira separação. Ela teve de ir para uma encubadora por estar com difculdades respiratórias (não drenou bem o líquido dos pulmões consequência da cesariana) e eu depois de 9 meses sem um único momento em que a não tivesse comigo tive de separar-me dela durante uma noite, que até hoje guarda o record da noite mais dífcil que já passou por estes 32 anos.
Esta noite vai ser bem mais fácil ainda assim... já tenho a mala quase pronta, cheia de prendas que fui comprar hoje quando saí do trabalho. Resta-me dar um jeito na roupa, jantar, lavar a loiça e dormir. Coisas mundanas que me vão distrair e adormecer. Amanhã a manhã vai passar a correr e até as 4 horas de viagem me vão parecer poucos minutos comparados com estes dois meses sem poder abraçá-la.
O estar longe faz que passem coisas estranhas pela minha cabecita de mãe... é mais díficil suportar a noção de que eles sentem falta de mim, do que ter forças para ultrapassar a falta que eles me fazem. Mesmo sabendo que quem está sózinha sou eu, e que eles estão muito, muito e bem acompanhados. A lógica e a matemática não entram nestas equações de divisão geográfica familiar, mas a partir de amanhã tenho 4 dias para acertar as contas. Voltar na segunda ainda sózinha vai custar, mas será uma dor com dias contados - 24 dias para ser exacta. Dor com morte anunciada e adormecida por todos os preparativos que tenho de fazer para a vinda deles, 24 dias que comparados com os últimos 64 vão parecer canja!
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