quinta-feira, 8 de março de 2007

"Pai o Noddy é mau?"

Depois de várias vezes ter visto um episódio do Noddy em que o dito se porta mal e diz mentiras o meu puto ficou convencido que o boneco afinal não é tão anjinho como parece.

Hoje de manhã, depois de ver o belo do episódio outra vez (é um em que o Noddy inventa um monstro... acho eu!) resolveu recorrer à sapiência do pai.

Aquilo já lhe devia andar a fazer confusão na sua linda e loura cabecinha: "Pai, o Noddy é mau?"

O pai meio aparvalhado pela pergunta respondeu "Não, filho!"

Então o miúdo, convencido de que havia alguma coisa que não estava bem naquele episódio, passa a perguntar "e a Dina, é mau?" (a concordância com o género ainda não está bem dominada).

Aqui o pai já se ria, "não filho a Dina é uma menina, não é mau, é má... mas ela não é má!"

Instaurada a confusão o puto começa a perguntar sobre cada personagem da série... "e o Pépépé (Sempre em pé) é mau?", " e o ... é mau?"

Alguém tinha de ser mau sem dúvida nenhuma na cabecita do pirralho, se não era o Noddy era quem?

terça-feira, 6 de março de 2007

"Que há num nome?..."

Que há num nome? Aquilo que chamamos rosa com qualquer outro nome seria igualmente doce"

William Shakespeare, in Romeu e Julieta

Mas afinal às vezes até há qualquer coisa nos nomes... um nome nem sempre é só isso, tem por trás uma história. Aqui ficam as histórias dos nomes dos meus filhos.

Samuel.

No teu nome há a história de um homem e uma mulher (o pai e a mãe) que duvidaram que viesses a existir, que choraram abraçados porque não chegavas, que te esperaram anos, que te descobriram num dia de manhã e mal conseguiam acreditar (mais a mãe porque o pai já desconfiava - diz ele!).

O teu nome tem outra história, mais antiga, de uma outra mãe que também se chamava Ana e era estéril. Mas pediu a Deus para ter um filho, prometendo entregá-lo a Seu serviço. Esse Samuel antigo terá sido uma resposta ao seu pedido. Esse Samuel foi um juíz e um profeta. Homem de profunda piedade e discernimento espiritual, dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem do seu país.

Porque queríamos que soubesses que foste muito querido, porque queríamos que te lembrasses sempre que os teus pais acreditam que serás um homem justo, correcto e piedoso como esse outro antigo, chamámos-te Samuel.

Júlia.

Já te chamavas Júlia há muitos anos, mesmo antes de nasceres, mesmo antes de nascer o teu irmão. Júlia era o nome da avó da mãe, da mãe da avó Carlota, de uma senhora que amava muito a mãe e o tio Hugo e que nunca chegou a conhecer-te! A mãe sempre quis que uma filha que viesse a ter se chamasse assim, e o pai, bem... o pai concordou porque gostou do nome e da história!

A mãe tinha só 9 anos quando a avó Júlia morreu, mas lembra-se de como ela brincava e fazia trancinhas nos meus cabelos, de como era meiga, mas firme e nos punha, a mim e ao tio, na ordem! De como chorava quando em Maio passavam imagens do santuário de Fátima na TV e todos (o tio, a mãe e a avó Júlia) íamos buscar lencinhos brancos para acenar à procissão na televisão.

Sabes, a mãe não é muito religiosa, ainda que a avó Júlia e a avó Carlota bem tenham tentado ;) Mas se o houver, tenho a certeza que a avó Júlia está no céu e que terá sempre muito orgulho em saber-te portadora do seu nome. E quanto a ti, sei que irás ser uma mulher forte, justa e meiga como ela foi. Capaz de superar tragédias, como ela foi e capaz de sorrir como ela sorria.


A avó Carlota e a bisavó Júlia todas contentes!

segunda-feira, 5 de março de 2007

E o que parecia impossível...

...tornou-se possível!

Comprei um soutien de amamentação preto! Sim, preto! Depois de anos à procura (desde que nasceu o Samuel) encontrei um na Prénatal. NOTA: não sou grande fã de lingerie branca ou beige mas estava resignada a usá-la enquanto amamentasse!

Confortável, simples (sem rendinhas e essas coisas) e barato: 8.50 € (em saldos).

Minhas amigas, agora até tenho vontade de dar mama à Júlia até à puberdade...

sábado, 3 de março de 2007

Momentos de higiene ;)

A Jú depois do banho!

Tou toda lavadinha! Rosadinha e reluzente!

O Samuel a lavar a dentuça!

Mmmm pasta de dentes, tão boa!

escrito às 20:12

"E é por amar a liberdade"...

... que quero que os meus filhos a saibam amar e proteger também!

Nasci dois anos depois da revolução que acabou com o Estado Novo. Nunca tive a vida ou a integridade física em risco pelo simples facto de dizer o que me vai na cabeça, coisa que faço incessantemente! Mas quando andava na faculdade passava todos os dias por um memorial com as fotos de dois estudantes assassinados e ouvia baixinho a sua queixa "nem sabes o valor que tem a tua liberdade!". E não deixa de ser verdade, não o sabia, nem o sei bem ainda. Só sabe o verdadeiro valor da liberdade quem se viu ou vê privado dela.

Não sou socialista, nem comunista, nem liberalista, não há -ista em que eu me reveja, mas há coisas que me fazem ferver o sangue. Coisas que quero que os meus filhos saibam avaliar quando tiverem idade para isso.

Querem fazer uma casa-museu com o espólio de Salazar, para recordar o homem. Talvez nem tudo no regime tenha sido mau, sim - a época, o regime e o homem merecem estudo sério. Afinal "A sociedade que se esquece da sua história está condenada a revivê-la!".

Mas não se deve confundir estudo e análise com saudosismos menos esclarecidos e saneamento das partes menos bonitas da história. Afinal Salazar era um homem do seu tempo, alguém que considerava estar a fazer o melhor que podia e sabia para o bem da Pátria, não era nenhum demónio - mas fez escolhas terríveis. Escolheu matar a Liberdade - a bem da Nação, e torturar, oprimir e matar também os que não concordaram com essa escolha!

Querem fazer um museu, façam-no - mas escrevam a letras grossas à entrada: "Aqui nasceu e viveu o homem que quis matar a Liberdade e que mandou matar e calar muitos outros que a tentaram defender!" E, se o homem tinha boas intenções, devem ser aquelas que, como o ditado diz, são as que enchem o inferno!

Por isso hoje depois do jantar na hora de brincar vou pegar na guitarra de que tanto gostam os meus filhotes e mesmo sem que percebam cantar-lhes-ei:

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
[...]

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
[...]

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
[...]

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Porque sei que os meus filhos um dia perceberão, um dia amarão, um dia cantarão a liberdade!

Bom fim de semana!

sexta-feira, 2 de março de 2007

O paradoxo!

Uma das minhas preocupações com o voltar ao trabalho era despachar os dois miúdos e ainda chegar a horas decentes! Com o Samuel foi difícil, chegando ao ponto de eu acabar por tirar as horas de amamentação de manhã!

Mas aparentemente, até ao momento, desta vez até nos andamos a despachar mais rapidamente com os dois do que fazíamos quando tinhamos só o Samuel!!!

É claro que a experiência e a destreza entretanto adquiridas no trato da "canalha" contribuem para este aparente paradoxo, mas não deixa de se verificar a veracidade do mesmo!

Bem... falando em despachar-me, tá na hora de ir ter com quem me alivia a carga dos portentosos contentores de leite! Que os ditos já estão a atingir o limite!

quinta-feira, 1 de março de 2007

Hoje é dia de trabalho!

Hoje é dia de trabalho!

Depois do dia de ontem, só pode melhorar a minha sorte!

Deixei os miúdos na avó, para se irem habituando, eles e ela! Fui ao Carrefour de Telheiras às compras, coisas para a papinha da Jú, uma espreguiçadeira, e até acabei por passar na Kid2Kid (loja de artigos de criança em 2ª mão em frente ao Carrefour) e comprar uma roupinha para a Jú!

Até aqui tudo bem! Fiz as compras rapidamente, pus tudinho no carro pois... tudinho até as p$%as das chaves e fechei o carro! Sim com as chaves lá dentro, e perfeitamente visiveis! Fantástico! Três horas e meia à espera que o Bruno fosse a casa a cerca de 40 kms à boleia com o irmão (claro, o carro tinha-o eu!) e voltasse numa terça-feira cheia de trâsito!

Comparativamente, as coisas são bem mais calmas (até deixeirem de o ser) aqui na empresa do que na creche lá de casa! Ainda bem! Porque esta semana tem sido de doidos!