segunda-feira, 21 de maio de 2007
Boas noites meus Xisbunhirgos lindos... durmam bem!
Hoje a mamã está longe tão longe dos vossos miminhos!
sexta-feira, 18 de maio de 2007
A primeira vez....

The first time ever I saw your face
I thought the sun rose in your eyes
And the moon and stars were the gifts you gave
To the dark and the empty skies, my love,
To the dark and the empty skies.
The first time ever I kissed your mouth
And felt your heart beat close to mine
Like the trembling heart of a captive bird
That was there at my command, my love
That was there at my command.
And the first time ever I lay with you
I felt your heart so close to mine
And I knew our joy would fill the earth
And last till the end of time my love
It would last till the end of time my love

A primeira vez que vi a tua face
Pensei que o Sol nascia nos teu olhos
E que a Lua e as estrelas eram presentes teus, meu amor
Dados aos escuros e vazios céus
Aos escuros e vazios céus
A primeira vez que te beijei os lábios
E senti o teu coração a bater perto do meu
Como o coração tremente de um pássaro cativo
Que ali estáva a meu pedido amor,
Que ali estáva a meu pedido
A primeira vez que me deitei junto a ti
E senti o teu coração a bater perto do meu
Soube que a nossa alegria encheria a Terra
E duraria até ao fim dos tempos, amor
Duraria até ao fim dos tempos, amor
Nota: Esta musiquita é dedicada às 3 luzes dos meus olhos e vai também com um beijinho especial para a Cleo: o Gonzo fala por ti querida, por mim falou o Michael... Falou e disse tudo o que senti quando vi pela primeira vez os olhitos dos meus amores, quando pela primeira vez vi no castanho dos olhos do Bruno as nossas estrelinhas lá a brilhar!
A primeira vez que vi a tua face
Pensei que o Sol nascia nos teu olhos
E que a Lua e as estrelas eram presentes teus, meu amor
Dados aos escuros e vazios céus
Aos escuros e vazios céus
A primeira vez que te beijei os lábios
E senti o teu coração a bater perto do meu
Como o coração tremente de um pássaro cativo
Que ali estáva a meu pedido amor,
Que ali estáva a meu pedido
A primeira vez que me deitei junto a ti
E senti o teu coração a bater perto do meu
Soube que a nossa alegria encheria a Terra
E duraria até ao fim dos tempos, amor
Duraria até ao fim dos tempos, amor
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Uma futura condutora cuidadosa...
A minha Ju numa pose que nos recorda o porquê dos seguros automóveis serem mais baratos para senhoras!

Uma condutora atenta, com cinto de segurança e com ambas as mãos no volante, vês papá?! É assim que se faz!!!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Trova do vento que tem passado por mim...
E já vão 31... não me apetece cantar o fado... do 31 mas apeteceu-me cantar, abrir a goela. Se tiverem coragem oiçam, cantem comigo...
E assim chego à idade que tinha a minha mãe quando eu nasci, a 16 de Maio de 1976... era ainda fresca, muito fresca a liberdade! Agora tenho eu 2 petizes... mãe já te levo um de avanço!
Obrigada mamã Carlota por me teres posto aqui neste mundo tão bizarro e tão bonito, tão cruel e tão cheio de amor! Onde mesmo na noite mais escura... há sempre uma candeia, a tua, a minha, a nossa a de quem luta e resiste!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Os últimos dos Barbarricas! (que eu conheça)
"A Vila de Penamacor é sede de concelho e de freguesia, pertence ao distrito de Castelo Branco, diocese da Guarda. (...) As origens de Penamacor estão envoltas na bruma dos tempos, pouco ou quase nada se conhecendo de seguro a seu respeito.

Só a partir do reinado de D. Sancho I é que a história de Penamacor se define com alguma clareza. Dizem alguns ter sido esta vila pátria do rei Wamba, o famoso rei dos Godos que governou a península desde 672 até 682. D. Sancho I, conquistou Penamacor aos Mouros e reconstruiu-a. Deu-lhe foral em 1189 e entregou-a aos Templários na figura do mestre D. Gualdim Pais, que a fortificou."

É esta a terra que viu nascer a minha mãe, e de onde vem (do meu avô) o meu apelido mais "esquisito", que achei por bem passar aos meus filhotes: os últimos dos Barbarricas (sim, porque a minha mãe é filha única e a restante família do meu avô ainda viva não partilha este sobrenome).
As origens do nome são bem antigas, tendo os seu portadores mais famosos sido Frei João Barbarica e Frei Francisco de Penamacor Barbarica
"Eram filhos de Domingos Antunes Barbarica e de Brites Lopes de Almeida, ambos das principais famílias dessa vila(...)" e ambos frades religiosos e escritores de várias obras teológicas... eu também escrevo algumas coisas... mas o meu latim anda um pouco enferrujado! ;)

Se para além do nome partilhamos génes não o sei, não sou muito dada a essas coisas de genealogias... apenas posso afirmar que compreendo os pobres manos que possivelmente foram apelidados de barbanica, barbarija, barrica, barriga e coisas de género por professores apressados em fazer as chamadas para os exames (como me aconteceu a mim!).
Mas ainda assim gosto do nome, por ter sido do meu avô que nunca conheci e por ser assim, diferente, com uma história envolta em núvens de pó de livros dos séculos XVIII e XIX! Dei-o aos meus filhos para que com ele venham a fazer gaguejar mais alguns incautos professores e outros funcionários, para que o tenham de soletrar e ao fazê-lo lembrar-se que a História fazê-mo-la nós todos os dias!

Cumprimentos dos últimos dos Barbarricas:
Carlota, Hugo, Raquel, Samuel e Júlia
terça-feira, 1 de maio de 2007
Para a minha única e "verdadeira" madrinha!
Só tive até hoje uma madrinha na vida, de baptismo e de casamento - foi a mesma, a minha tia-avó Lourdes! Que tantas vezes, especialmente após a morte da irmã (a minha avó materna), foi mãe, minha e da minha mãe!

Foi enquanto eu crescia um, aliás, o meu exemplo vivo de força, coragem e determinação, de calma e racionalidade. Alguém a quem sempre recorri desde muito pequena, com quem conversei daquelas conversas sérias sobre a nossa vida, das que nos fazem chegar às conclusões onde precisamos chegar!
Lembro-me do meu choque quando soube (ainda menina com os meus 6 ou 7 anitos) que ela tinha mais afilhados, não era só minha madrinha. Prontamente lhe perguntei "mas 'dinha eu sou a tua afilhada verdadeira, não sou?"... pois os outros para mim só poderiam ser afilhados do tipo "mentiroso" e já eram assim crescidos e tudo, já não precisavam dela como eu! Desde então que a oiço sempre brincar comigo a dizer-me que sim sou a "verdadeira" dela. E sei que sim, que fui até de certa forma a filha que nunca teve... e que em certos momentos ela foi a mãe que a minha mãe não conseguiu ser, sem demérito para a minha mãe!
Desde há pouco mais de 5 anos que a minha madrinha sofre de duas das mais horríveis, debilitantes, incomensuravelmente dolorosas para pacientes e respectivas famílias e muito mais que não consigo transpôr para palavras... doenças neurológicas: Alzheimer e Parkinson. Sim ambas, em simultâneo! Quando me casei (há cinco anos atrás) estavam a surgir os primeiros e aterradores sintomas.
Actualmente quem foi um dia uma mulher de armas - que ficou viúva aos 20 anos e que desde então se soube valer a si mesma, muitas vezes sózinha e numa terra distante da sua - vive em casa da sobrinha (a minha mãe) sem se poder valer a si própria para as tarefas mais mundanas, mais básicas da natureza humana. Quase não fála, não consegue dizer o que quer e é tão notório o seu sofrimento por isso.
Não tenho como dizer-vos o quão difícil tem sido, para mim e para a minha mãe que tanta força a ela fomos buscar vê-la assim sem força, sem ânimo... quase que já fora deste mundo!
A minha 'dinha verdadeira foi internada ontem, com um quadro de possível infecção respiratória nada promissor para alguém da sua idade e estado de saúde! Nem sei o que pensar... custa tanto vê-la como ela tem andado nestes últimos anos, a piorar tanto, a sofrer tanto psicologica e fisicamente que penso talvez até se sinta um pouco feliz ao eventualmente aperceber-se que será quem sabe por pouco tempo mais... não quero ser egoísta mas que falta me faz, a minha 'dinha de antes, a minha conselheira e amiga, como gostava que pudesse voltar a ser quem era, ou melhor a viver a vida como ela a vivia, com alegria, com força, com a lucidez que trazem muitos anos de luta contra a vida madrásta!
Mas não podendo ser isto verdade, que motivos tenho para querer que continue a sofrer vivendo assim, despojada de si própria? Nenhuns! Porque fico triste então? Porque me assusto? Não sei... é tarde não consigo pensar com clareza - não choro, não chorei ainda. Quando a minha avó nos deixou só chorei uma semana depois... ainda me lembro e era miúda!
Amanhã vamos vê-la ao hospital, talvez nem se aperceba de que lá estamos ou mesmo quem somos, mas vou na mesma! Para vê-la, para abraçar a minha mãe que deve sentir-se no mínimo como eu me sinto agora!
Minha 'dinha linda! Não me esqueço de ti, como eras, como és agora e continuo a orgulhar-me da tua força que tanto quis sempre imitar, que agora que falta porque a doença ta levou!

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