sábado, 29 de setembro de 2007

...o insistente perfume de alguma coisa chamada amor

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam p'ra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.

Sempre gostei deste poema, pela verdade que enuncia desde o seu início e pela esperança com que terminam as suas últimas quatro linhas.

Ufa... valeu para susto!

Afinal sempre tinha ficado no supermercado, na caixa! Recuperei tudo, cartões, carta, BI, cheques... dinheiro não tinha mas espero que o Bruno, que a foi lá buscar, tenha dado qualquer coisinha às caridosas almas do Modelo!

Ainda bem que não tinha ainda ligado ao banco!

Agora perdoem-me que vou ali dar umas cabeçadas na parede para ver se me curo de ser assim tão tonta e despassarada!

Dão-se alvíssaras!

Perdi, ou foi-me muy subreptíciamente furtada, a minha carteira!
Com ela obviamente se foram também todos os meus documentos, cartões bancários, cheques, BI, carta de condução, etc...

Não estou sequer a conseguir imaginar a monumental senda que será pedir segunda vias de todos os cartões e cartas, cancelar tudo no banco! Raios!

Ainda me falta confirmar um sítio, a minha última esperança que tenha ficado no supermercado, no último sítio onde me recordo tê-la usado e que alguma alma caridosa a tenha lá guardado. Ainda que tenha pouca esperança, as almas caridosas teriam sem dúvida visto os meus cartões de visita na dita e ter-me-iam ligado para o telemóvel a avisar, pelo menos isso era a coisa simpática de se fazer e almas caridosas tendem também a ser simpáticas.

Ai a minha vida, que bem começa esta última semaninha de férias deste ano!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Habemus hominem!

Eu tenho sinceramente de me deixar de postar em latim! Para além de ter um trabalhão a achar a declinação correcta, olhai que treta mais pseudo-intelectualóide e, para empregar uma expressão de alguém lá do norte que ficará anónima... isto é mas é coisa de cagão! Perdoai-me!

Quero no entanto assinalar com a devida pompa e circunstância (daí a escolha do Latim) que lá casa já temos homem! Homem "gande", de cuecas e tudo! Que já vai à rua e ao "páque" sem fralda e sem acidentes!

E, correndo o risco de cair no total pseudo-intelectualóidismo agudo, a frase que me vem agora à cabeça é: omnia vincit amor (tudo vence o amor!) É certo que ainda dei uso à esfregona uma vez no sábado de manhã, mas estes acidentes acontecem, é preciso é não desmoralizar! Mas os progressos são constantes e a segurança do xisbunhirgo cada vez maior. Até já dormiu várias vezes a sesta sem fralda e sem percalços! Mantendo a atitude positiva a vitória já cá canta, agora é só consolidar a matéria!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ad astra, per aspera!

Ad astra!
Entre a sua copa e as estrelas há apenas ar!


Resolvi dar uma vista de olhos por registos meus mais antigos e fiquei especada neste post de Agosto de 2005.

Resoluções de meio do ano!
Eu sei que estas coisas são mais apropriadas lá p'ra Dezembro ou Janeiro, mas lamento nessa altura estava ocupada com outras andanças - e acho que não se deve fazer este género de coisas de "barriga cheia" ;o)

Mas adiante, sendo que a estas horas da matina ainda não me chegou o sono, deu-me p'ra pôr por escrito aquilo que resolvi que vou fazer até ao fim do ano (não vá eu esquecer-me):

1. voltar a ir ao ginásio (p'ra se deixo de usar as calças de grávida que é uma vergonha)
2. convencer o Bruno a inscrever-se e ir ao ginásio
3. comprar (finalmente) os candeeiros
4. arrumar o escritório e os cds - todos eles
5. saber desenvencilhar-me pelo menos numa das seguintes: php, perl, mysql, xslt

Mmmmm... 6. ser menos ambiciosa e mais realista...

"Ad astra per aspera" (*)
* até às estrelas por caminhos difíceis


1. e 2. ainda em aberto!
3. não consigo encontrar candeeiros de que goste e que não custem pequenas fortunas... bolas!
4. bem... já esteve mais desarrumado
5. aqui salva-se a honra do convento, pelo menos aqui consegui avançar, mas ainda tenho muito para aprender!

6. aqui impõe-se passados dois anitos e acrescida auto-crítica, uma alteração à resolução: ser mais eficaz na realização dos objectivos pessoais!

Aqui ficam de novo, para ver se é desta que eu me lembro de que entre a minha cabeça e as estrelas há apenas ar, ainda que a gravidade seja uma grande chata!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O nosso jantar de ontem!

Choquinhos à la Caquela!



Ingredientes

400gr de choquinhos (frescos ou congelados) limpos.
1 cebola média
2 cabeças de alho
200 grs de presunto aos cubos pequeninos
50 cl de azeite
20 cl de vinho branco
1 tomate bem maduro
1 pitada de pimenta cayenne
salsa, sal e pimenta q.b.


Preparação:


Aquecer um pouco o azeite num tacho e juntar a cebola cortada às rodelas fininhas e os alhos picados.
Numa tigela deitar um pouco de água a ferver sobre um tomate para permitir remover a pele facilmente.
Picar o tomate e juntar ao refogado

Juntar os choquinhos e pouco mais de metade da salsa picada (guardar alguma para decorar depois de pronto)
Juntar o vinho e deixar repousar 3 a 4 minutos (se forem chocos congelados aguardar até que descongelem)
Juntar o presunto (se for muito salgado não será necessário adicionar mais sal)
Juntar uma pitada (meia colher de café para os mais corajosos, um quarto para os menos) de pimenta cayenne.
Deixar apurar durante mais 7 a 10 mintos em lume muito brando.

Acompanhar com arroz branco ou puré de batata. ;)

Servir generosamente a conjuge e demais familiares esfomeados!

Novo visual!

Foi-se o velho template do Mickey... já andava cansada dele!



Agora temos um novo, voltámos ao Ruca e à Rosita