A sopa e uma galheta!
Após quinze ou mais minutos de gentil diplomacia e calma insistência para que o Samuel comesse a sopa devo confessar que os meus recursos no que respeita a paciência eram já muito parcos. Quando o endiabrado, com um esbracejar demoníaco, envia a colher cheia de sopa para o espaço a fúria tomou conta da minha mão e choveu uma bofetada na bochecha do maroto. Foi a primeira, teve impacto. Durante poucos segundos antes de começar a chorar olhava para mim incrédulo... ah pois a mãe zangou-se!
Não acho que sirva de muito educar à chapada, mais vezes do que não é até bem contraproducente. Provoca apenas a revolta e o que ensina é que a vontade do mais forte prevalece e que quando estamos furiosos é perfeitamente normal desatar à pancada. Não é isto que pretendo ensinar aos meus filhos... mas dito isto há também que afirmar que os pais são seres humanos que também se deixam levar pelas emoções. Não é possível ser-se mãe, penso eu, sem ter alguma vez pregado umas galhetas quentinhas na prole. E, se não considero que essa deva ser a norma também acho que não há que fazer nenhum drama
por isso ter acontecido.
Depois do choque inicial e do choro (por sinal quando percebe que foi sua a culpa por se ter portado mal o Samuel chora durante menos tempo que o usual nas suas birras de ruindade) acalmamo-nos os dois. Eu pedi-lhe desculpa e expliquei que lhe tinha batido por ter ficado muito arreliada com ele mas que não o devia ter feito, ele pediu-me desculpa também... mas comer a sopa, não foi dessa ainda!
Veio o pai, tentou aproximar a colher mas nada feito, a sopa só a comeu quando a vizinha apareceu e lha deu, comeu-a toda!
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