sexta-feira, 7 de março de 2008

Procrastinar...

do Lat. procrastinare

v. tr.,
deixar para o dia de amanhã;
adiar;
protelar;
demorar;
espaçar;
deferir;
v. int.,
usar de delongas.

É o que tem acontecido com (entre outras coisas) o Baptizado da Júlia... ou não há tempo, ou não há condições ou queremos mais é ir de férias... não que eu me chateie muito mas bolas, a miúda daqui a nada já tem 2 anos! Isto tudo porque me lembrei ontem ao fazer uns convites de baptismo que me pediram... mas espera... e a Júlia, ah pois isso! A minha mãe já nem pergunta mais se voltei a marcar data ou não... eu até já tenho vergonha de ir falar com o padre... ai!

Não sou uma pessoa religiosa, de todo, mas acho que ter tido uma educação religiosa (católica no meu caso) me foi vantajoso, e quero dar essa educação aos meus filhos; por isso decidi baptizá-los, porque em termos de educação religiosa é por inerência essa a religião que estou melhor apetrechada para ensinar. Para se poder decidir e formar a nossa filosofia de vida penso eu, há que conhecer e experimentar a religião, não sou particularmente adepta do catolicismo, ou do cristianismo mas os ideiais cristãos, para o melhor e para o pior fazem parte de quem sou, formaram o meu carácter e ajudaram-me a saber entender os outros. Há quem não me compreenda e me acuse de uma de duas coisas:

1. de não ser capaz de ensinar uma religião que não pratico e com a qual não concordo (pois o melhor método de ensino seria o do exemplo e eu não poderei dar o meu);

2. de estar a forçar os meus filhos a cumprir regras e a aprender conceitos nos quais não me revejo a 100%

Aos primeiros respondo que sim, talvez seja mais fácil ensinar pelo exemplo, mas eu serei sincera com os meus filhos e explicar-lhes-ei que a minha forma de ver as coisas não tem de ser a deles ou a de mais ninguém! Que se tratam de convicções e escolhas pessoais que após estarmos treinados temos de fazer mas sempre sendo humildes e mantendo bem presente que são exclusivamente escolhas nossas e não "verdades supremas".

Aos segundos respondo que a disciplina mental e a tolerância se aprendem desde criança, e mesmo que não me reveja a 100% em nenhuma religião consigo geralmente discernir as boas mensagens das menos relevantes ou até perniciosas e quero que os meus filhos aprendam a fazer o mesmo.

Bem... mais vale tarde que nunca, vamos lá ver se é nesta Primavera o baptizado da Juju!


Sem comentários: