terça-feira, 16 de outubro de 2007
A Fabulosa História de El-Rei D. Barriga
Num reino distante há umas semanas atrás - ah pois, nem todas as histórias se têm de passar há muito tempo, algumas são assim, mais fresquinhas! Bem, continuando, dizia eu: Num reino distante, ou como se constuma dizer longíquo, há duas semanas atrás foi o dia da coroação de um novo Rei. Isto é, foi quando o Príncipe, a quem sua mãe chamou Barriga, viu o dia chegar em que viria a ser Rei. El Rei D. Barriga!
domingo, 14 de outubro de 2007
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Já disse algures e volto a afimar que a felicidade não é a ausência de tristeza, mas sim a presença de esperança. Por isso sim, sou feliz. Ainda que esteja triste, por vezes. Por saber que nem tudo o que de bom tenho sempre dura. Por ver que às vezes o pó da estrada em que viajamos nos tolda a vista e até do amor que nos movia nos esquecemos.
Que tinha eu nesses tempos de riso solto que agora me falta? Nada! Nada me falta, tenho tudo! Mas tanto do que tenho deixei em parte incerta!
E choro o que perdi, mas ainda tenho... o que de mim escondi ou escoderam!
E escondo as lágrimas que não correm, que me lavam a alma empoeirada, e que me lembram que por baixo da rotina, do pó dos dias e dos meus medos, me bate ainda no peito o meu motor, aquele que me trouxe aonde estou! Que anda empoeirado e tosco, mas sempre comigo o meu Amor.

Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Missão cumprida...mais ou menos!
Bom, a porta está instalada, e que linda que ficou, após horas de árdua labuta do Bruno e do nosso vizinho Tó (um trabalho em equipa!).
Mas para nossa tristeza suprema a máquina para a qual há agora espaço subejante na despensa não passa na ombreira da porta da dita! Não havendo portanto forma de colocar a máquina no espaço que lhe estaria reservado. Mas como nunca há espaço a mais numa despensa aproveitámos para por mais umas prateleiras e voilá temos uma despensa toda arrumadinha e limpinha e com uma porta muito gira!
Embuída de todo este espírito renovador, arrumador e limpador corri a cozinha e o escritório com o mesmo tratamento e isto tudo no último dia de férias, inteligente não?
Resultado: em vez de fresca e repousada para o trabalho chego derreada e a precisar de pelo menos 48 horas de "dolce fare niente" que obviamente me são totalmente impossíveis!
Mas pelo menos foram produtivas, as férias! 
E para, entre outras coisas, poderem apreciar a bela porta aqui têm uma pequena visita guiada Chez Xisbunhirgos!
escrito às 14:25
domingo, 7 de outubro de 2007
Hoje é dia de bricolage!
O último dia da nossa última semanita de férias deste ano e vamos passá-lo a colocar uma porta de foles na despensa e a instalar na dita a máquina de secar que tem estado na arrecadação, para onde - podem imaginar - não é exactamente fácil transportar roupa molhada para secar!
As benditas portas de foles são uma excelente invenção, o espaço que eu vou poupar na minha despensa, vai permitir não apenas colocar lá a máquina de secar roupa mas também uma estante de prateleiras para mais arrumação.
Os próximos projectos são uns armários de parede para a cozinha e iniciar o processo de "des-atravancamento" do escritório.
Bom, tenho imenso que fazer! Um esplendoroso domingo para todos!
sábado, 6 de outubro de 2007
Eu e as palavras...
Desarticulada
Fogem, loucas - as palavras,
lançando-se no vazio,
Intrépidas!
Perseguem-me, deixam-me,
Salvam me!
Sussurram, gritam, cantam,
Amam!
Soluçam, gemem , sofrem
Trémulas!
Dançam, lânguidas
Como labaredas, consomem-me!
Possuem-me!
Murmuravam baixinho
não sei bem o quê,
uma melodia sem método,
quase sem som,
desarticulada...
R. Henriques, 2005
É muito raro ficar sem palavras, no entanto é bem mais comum que as minhas deixem de fazer muito sentido.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Primeiros passinhos!
A Julinha já dá uns passinhos, ainda pela mão, mas uns passinhos jeitosos!
Aqui podem ver o lindo bolo de anos que a tia "Lília" fez para a Juju e a tia "Xofia", não tá demais
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
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