segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Primeiro mês!

É verdade! O tempo passa mesmo a correr! Faz hoje um mês inteirinho que cheguei a esta terra de Germanos.
Será portanto altura de fazer uma pequena retrospectiva do passado mês? Será sim senhora!

Vamos então começar pelos pontos positivos:
- no trabalho: fui bem recebida pela minha equipa e os meus projectos estão todos a correr bem;
- o meu primeiro ordenado e primeira generosa contribuição para a seg. social alemã!
- o apartamento temporário: é pequenote mas está bem localizado e permite-me ir a pé para o trabalho o que não só significa que poupo dinheiro mas também que perco alguns dos meus muitos kilitos extra!
- a cidade é muito bonita, as pessoas são simpáticas e ainda que nem sempre seja fácil nas lojas ou restaurantes arranjar alguém que fale inglês, geralmente safo-me bem, pois há sempre um emigrante ou descendente de emigrantes que fala francês, espanhol, italiano ou até mesmo português!

Pontos negativos não existem exactamente, mas há, digamos oportunidades, para melhoramentos:
- obviamente tudo será muito melhor quando o Bruno e os miúdos cá estiverem, e puderem como eu aproveitar todas as coisas boas de que falo acima e outras mais, como o facto de esta ser uma excelente cidade para crianças (existem muitos parques e durante os fins-de-semana actividades de rua para os miúdos).
- tenho de me aplicar mais e aprender Alemão, por vários motivos mas acima de tudo proque quando os miúdos cá estiverem não vou ter tempo livre e também para me poder entender com as pessoas do kindergarten para onde eles forem, e eventualmente para enteder os meus filhos que vão certamente aprender Alemão mais depressa do que eu!
- tenho de dizer que a aquela história da excelência e eficiencia Alemã... não é assim tanto como a pintam... o melhor exemplo é a minha pequena odisseia para conseguir ter ADSL (internet) em casa; primeiro marcam-me uma data na qual um técnico da Deutsche Telekom é suposto vir a minha casa fazer a ligação; depois o técnico não aparece, em seguida travo uma batalha campal para ser atendida por alguém que fale inglês por quem venho depois a saber que afinal, por erro, existem dois contratos em meu nome e que ainda não sabem quando será possivel re-marcar a visita do tal técnico, mas que terei de passar de novo mais umas horitas em casa à espera do "magano" - isso é uma certeza!

Resumindo e concluindo resta-me brindar à nossa decisão de iniciar esta aventura e beber mais umas cervejolas para ver se me esqueço da minha continha de 480 € de roaming do telemóvel tuga!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Para sempre!

Ao ler um post da Sofiap5 lembrei de algo que começou como um comentário no qual tipicamente me alonguei e que deixou de caber na caixa dos comentários e veio aqui parar como post .

Não é impossivel que uma criança de 3 anos entenda o que é a morte. Falo-à no entanto de uma forma distinta da de um adulto. Para uma criança pequena é dificil ter a percepção do definitivo, por isso eles entendem a morte muitas vezes como algo passível de reversão, mesmo que se lhes diga que é para sempre, os pequenitos não são geralmente capazes de entender o conceito de "sempre".

Por outro lado acho que a forma como reagimos à sua natural curiosidade pelo assunto pode ser benéfica se for moderada. Não convem insistirmos em explicar tudo (até porque eles não teriam capacidade de entender correctamente e apenas iríamos frustá-los) nem ser demasiado vagos sobre o assunto ou mostrar um excesso de desconforto em abordá-lo. A morte é algo de natural e as crianças têm uma capacidade instintiva de percebê-lo. Elas não sentirão medo nem apreensão desde que não vejam esses sentimentos nos adultos que as rodeiam (ainda que tal por vezes não seja possivel evitar).

O meu filho recorda ainda a minha madrinha que morreu quando ele tinha pouco mais de dois anos. Sabe que morreu porque lho dissemos usando essa mesma palavra - não vi motivos para o esconder. No entanto por vezes ainda pergunta se a vamos ver, ao que respondemos que não porque a tia já não está em casa. Muito embora não seja religiosa pareceu-me ser mais fácil de compreender a ideia de que a tia está no céu, para sempre. E por isso já não está ao pé de nós. Assim sendo informamos o Samuel que quando as pessoas morrem não podem estar connosco porque estão no céu. É uma explicação sufientemente simples de entender por isso optámos por usá-la. É claro que aqui o mais complicado de perceber para ele, é a parte do para sempre!

Mas daqui por algum tempo de certeza que o Samuel há-de querer saber mais detalhes e nessa altura dar-lhos-emos: daqui por uns anos o "para sempre" será perceptível, a dor e o desconforto já serão questões que lhe irão provocar receio, por isso será essa a altura de sermos totalmente honestos e abordar o assunto mais detalhada e cientificamente. Até lá o excesso de informação que ele não conseguiria assimilar pareceu-me poder fazer mais mal do que bem.

O "para sempre" tal como nós adultos o percebemos só se torna aparente quando a sensação do "tudo é possível" que domina a vida de uma criança, dá lugar a uma percepção menos fantástica e talvez infelizmente mais realista do que é no fundo a vida, e a morte também.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ser-se mãe a 2.232 km de distância!

A grande questão que surge nas mentes (saltando-lhes rapidamente para os lábios) de quem toma conhecimento de que me mudei para a Alemanha é: "então e os míudos? não estão contigo? que dificil deve ser!..."

Nunca sei muito bem o que respoder sem que pareça totalmente fria e insensível. Mas a verdade é que nem é tão dificil assim! Hoje em dia telefonamos e iniciamos video-conferências pela internet, ou até por telefone móvel, com tal facilidade que ser mãe ou pai à distância não é aquilo que foi para gerações e gerações de emigrantes que durante meses nada sabiam de suas famílias, nem elas deles tinham notícias! Hoje em dia o mundo é uma pequena aldeia e estamos todos a poucos segundos de distância por vários meios de comunicação.

No entanto sou frequentemente abordada por gente que insiste em focalizar a conversa na minha separação física dos meus filhos. Parecem verdadeiramente incrédulos/as de que consiga gerir bem isto de estar tão longe, e eu por outro lado quase me sinto forçada a assumir um pesaroso ar de comiseração pelo facto, como que para evitar ser condenada por criminoso desapego contranatura à minha prol e restante família.

Ora vamos então por pontos:

- já é complicado o suficiente lidar com as saudades que obviamente sinto dos meus filhos e do meu marido sem que tenha de ser constantemente recordada do facto; sendo a separação física algo que não posso colmatar também não é assunto que pretenda discutir a cada conversa, o que não tem remédio remediado está!

- os meus filhos estão excelentemente entregues aos cuidados dos avós, do pai e da restante família pelo que não estou de todo preocupada com o seu bem estar; de facto se algo me preocupa é saber que estão possivelmente a ser estragados com mimos!

- quanto a mim estou bem; entusiasmada com o novo emprego, com as novas perspectivas profisionais; ocupada com o preparar da vinda da restante família e com a minha própria aclimatização a um novo país, cultura, lingua, hábitos, etc... de facto tenho tanto que fazer e tanto em que pensar que quase não tenho tempo para pensar em saudades e tristezas;

- os pequinitos sentem também é claro a minha falta, mas o tempo para eles tem grandezas diferentes das nossas, corre de uma forma diferente, não creio que a minha ausência os esteja a traumatizar indevida ou excessivamente;

- perdoem-me o desabafo, ele não é destinado a ninguém em concreto e não dúvido da melhor das intenções dos que por ele tenham sido visados mas isto já me andava a fazer cócegas na ponta dos dedos, ou era isto ou eu sou alérgica ao sabonete líquido aqui do escritório

domingo, 24 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Xisbunhirgo e Papá iniciados na bela paparoca Alemã

Este fim de semana foi muito bom, melhor só mesmo se tivessemos conseguido trazer a Ju também, mas não faltará muito! Para além de termos passeado e visitado uns bons 25% de Düsseldorf (já não é máu considerando que foi só um fim de semana!), recebemos também a notícia de que o Bruno volta cá na quinta-feira para uma entrevista! Se correr tudo bem completamos o processo de germanização da totalidade da família mais depressa do que esperavamos, o que seria fantástico!

Aqui estamos nós depois de um abastado jantar numa típica cervejaria alemã! O Samuel adorou a bela "chicha" e as batatinhas, o chucrute é que não é muito a onda dele!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O meu novo lelé!

Já tenho um lelé nativo!!! Porreiro porque alguém que até é casado com a minha pessoa se esqueceu de pagar a conta do lelé tuga e puf... assim derrepente fiquei sem lelé! Mas agora já não faz mal tenho este:
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Passeio de Domingo à tarde

No Domingo à tarde lá fui dar o meu passeiozito da praxe... já gastei mais sola de sapato aqui do que em Lisboa nos últimos 2 anos!
Fui até ao porto (Hafen) de Düsseldorf e por lá andei a tirar fotos e a dar o meu arzinho de turista... Aquilo até que é bonito!