quinta-feira, 8 de março de 2007

Comentário ao post da Vanessa_Moquinhas

.. não cabia como comentário... chiça escrevo que nem uma louca e pronto é o que dá! ;)

Este ano fazemos 5 anos de casados eu e o maridão gordo!

Vanessa, o teu post fez me lembrar do dia do meu casamento que foi um dos melhores da minha vida!

Não seguimos muito as tradições... o vestido fui eu quem comprou - a minha madrinha é reformada e não tinha como oferecer-mo (por 500 € apenas, na altura eram 100 mil escudos ainda!). Foi barato, mas era exactamente o que eu queria! Não era branco, mas sim um azul-cinzento muito clarinho. Muito simples (poucas rendinhas e coisas de "princezinhas") e com uma cauda pequena (ainda lhe mandei cortar um pedaço pois achei que não dava jeito e só se ia sujar!)

Levei uma malinha da côr do vestido para pôr as luvas, um lencinho e a caneta de prata que comprei para assinarmos o livro na Igreja. Lembrei-me de comprar uma caneta bonita por ter assistido dias antes a um casamento em que as fotos dos noivos a assinar o livro ficaram com uma caneta bem feiosa, porque ninguém se tinha lembrado de levar uma)!

Levei um véu pequeno, ficava um pouco abaixo dos ombros só, e uma liga com uma florzinha azul, que atirei aos moços solteiros, como fiz com o ramo paras as moças.

O ramo era de túlipas brancas, pequenino para não dar muito trabalho, e a Igreja foi decorada com rosas brancas e azuis.

Comprei uns sapatos dois números acima por ter medo que os meus pés inchassem por estar muito tempo de pé. Os meus pés não incharam e a meio do dia tive de calçar outros sapatos (uns ténis por sinal!) porque os outros estavam sempre a cair-me e não conseguia dançar ou andar normalmente!



Aproveitando a presença de uns amigos que cantaram música clássica na Igreja (o que dá ter amigos alunos do conservatório!) pedi que me acompanhassem na guitarra enquanto cantava um fado, a "Rua do Capelão" dedicado ao meu agora marido.

O Bruno enquanto eu cantava começou a ficar com lágrimas nos olhos, e no final, depois de eu adulterar ligeiramente a letra para "ó meu marido adorado, viver abraçada ao fado, morrer abraçada a ti!" o gajo abraçou-se a mim e chorou mesmo.

Até hoje não acredito bem que o gajo tenha chorado, deve ter sido da minha desafinação que eu quando reparei nos olhinhos dele começou-se-me a tremer a voz!

O Bruno, depois de uns copitos a mais foi coagido a uma sessão de strip-tease, ficando só em meias e cuecas e depois vestiu a minha liga e o véu e posou para fotos... foi bem... assustador!

Como uma imagem vale mil palavras podem ver aqui o meu album de fotos do matrimónio mais louco de dois informáticos passados dos carretos!

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