quarta-feira, 10 de setembro de 2008

pOOka vs. Deutsche Telekom 3º round... ding!

Eu: "Sim... eu sei que vocês oferecem os primeiros 4 meses grátis... mas esqueceram-se de me avisar que era capaz de passar mais de um mês até eu ter o serviço!!!"

Apoio ao Cliente: "Pois, nós abrimos um pedido de assistencia técnica e a Deutsche Telekom ainda não respondeu, vou ter de escalar a situação" .... blá, blá...

Eu: "Porreiro, e quando é que eu tenho isto resolvido...?"

Apoio ao Cliente: "Não podemos sabr ao certo, mas vamos escalar...."

Eu: fartinha de ouvir o gajo e sabendo que não me valia mesmo de nada chateá-lo mais "OK, então daqui a dois dias se eu não tiver resposta volto a ligar, mas nessa altura obviamente já não serei tão paciente!"

Apoio ao Cliente: "Nós vamos creditar uma oferta na sua conta para minimizar o incómodo.... e vamos escalar o assunto com a Deutsche Telekom... blá, blá!

Eu: "Tudo bem, quem já esperou um mês espera mais dois dias, obrigada e adeusinho!"

Dois minutos depois (ó espanto, ó milagre) recebo uma chamada "Hallo, Frau Henriques? Ich rufe von Deustche Telekom...."

Eu: " Desculpe eu sou a Frau Henriques mas não falo alemão, fala inglês?"

Deutsche Telekom: "Nein"

Eu, para um colega meu: "Jörn safa-me aqui é a Deutsche Telekom por causa da minha net!"

Jörn e Deutsche Telekom: falam durante uns minutos em alemão rápido e interceptível
Marcada a vinda de um técnico para dia 17 (daqui por 7 dias) a minha casa para ver da linha.

Fim do round. 

Resultado após 3º round: 
pOOka: 0.5 (pelo menos ligaram-me!)
Deutsche Telekom: 2

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Boas notícias!

Andar cerca de 3kms a pé todos os dias, e mais uns trocos nos fins de semana tem tido excelentes resultados! Meio a sério meio a brincar quando vim para a Alemanha disse ao meu marido que quando me voltasse a ver nem me reconheceria, "agora é que que tu vais ver como se perde peso", disse-lhe eu! 

Verdade seja dita que o meu plano era mais agressivo, era suposto fazer dieta mesmo e ir ao ginásio o que ainda não aconteceu, mas mesmo assim já visto dois números abaixo. Nem me tenho pesado mas sinto-me muito mais leve e se ao início me cansava ao chegar casa ou ao emprego depois de andar 1.5 kms agora já nem dou pela viagem.

Para além das caminhadas tenho conseguido manter a alimentação relativamente controlada, mesmo sem fazer dietas o simples facto de cozinhar apenas para mim permite-me fazer refeições ligeiras como o meu jantar de ontem:

Por isso, a somar às previamente enumeradas vantagens profissionais, económicas e de crescimento pessoal devo acrescentar que aceitar este desafio está também a fazer de mim uma pessoal mais saudável!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Retribuição... e pOOka vs. Deutsche Telekom - round II

Gosto de pensar que sou (geralmente) uma pessoa generosa e simpática. Raramente me recuso a ajudar alguém que mo peça e proponho-me até prestar assitência voluntariamente nalguns casos. Penso ainda que posso afirmar, sem me gabar do facto, que a maior parte das pessoas que travam contacto comigo me atribuem essas qualidades (generosidade e simpatia) não apenas por lhes paracer que as possua mas porque elas são reflectidas nas minhas acções.

Posso também afirmar que sou também muitas vezes alvo da simpatia e da generosidade dos outros e que nesses casos tento retribuir o que me é oferecido. Quando uma retribuição propriamente dita não é necessária, possível ou pretendida por quem me está a ajudar parece-me que o mínimo que posso fazer é aceitar humildemente e com gratidão a assitência que me é dada, sem impôr condições ou fazer exigências.

Mas há neste mundo alminhas que vivem na ilusão que os restantes habitantes do planeta lhes devem prestar vassalagem, especialmente os que se manifestam "servis" aos seus olhos. Retribuem a ajuda oferecida com descrédito e hostilidade, e esperam que a oferta se processe em termos por si ditados e não consoante a disponibilidade de quem os está a ajudar. Pensarão tais criaturas que a disponibilidade e simpatia de alguém é manifestação de subserviência?

Há que referir que neste raciocínio existem duas falácias:
- A primeira é que a generosidade e disponibilidade para ajudar os outros são geralmente sinal de força, não de fraqueza e tendo isso em mente ter um aliado forte é uma escolha inteligente, alienar um aliado forte não é geralmente boa política;

- E a segunda é que, pelo menos nos chamados "estados de direito", a vassalagem não é uma relação legítima entre dois seres humanos.

Não é coisa inaudita, mas afortunadamente é rara, que me surja uma destas personagens pela frente. Devo confessar que mais do que chateada fico sinceramente estupefacta com tais atitudes. Não vivo num "planeta cor-de-rosa" onde somos todos boas pessoas, mas gosto de pensar no ser humano como um animal racional, capaz de perceber que em certas circunstâncias é mais vantajoso reprimir os seus instintos hostis e hedonistas. No entanto sei também que por vezes, e pelos mais variados motivos, a besta em nós acaba por falar mais alto, não é?

Enfim... mudando de assunto para outro infelizmente não muito mais simpático, vou agora para casa preparar-me para mais um episódio da saga ADSL! Hoje pelas 16:30 CET (Central European Time) irá decorrer o segundo "round" pOOka vs. Deutsche Telekom!!! Até agora o resultado é: Telekom 1; pOOka 0.

Vamos ver se consigo pelo menos empatar...

Schönes Wochenende! (Bom fim-de-semana!)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Primeiro mês!

É verdade! O tempo passa mesmo a correr! Faz hoje um mês inteirinho que cheguei a esta terra de Germanos.
Será portanto altura de fazer uma pequena retrospectiva do passado mês? Será sim senhora!

Vamos então começar pelos pontos positivos:
- no trabalho: fui bem recebida pela minha equipa e os meus projectos estão todos a correr bem;
- o meu primeiro ordenado e primeira generosa contribuição para a seg. social alemã!
- o apartamento temporário: é pequenote mas está bem localizado e permite-me ir a pé para o trabalho o que não só significa que poupo dinheiro mas também que perco alguns dos meus muitos kilitos extra!
- a cidade é muito bonita, as pessoas são simpáticas e ainda que nem sempre seja fácil nas lojas ou restaurantes arranjar alguém que fale inglês, geralmente safo-me bem, pois há sempre um emigrante ou descendente de emigrantes que fala francês, espanhol, italiano ou até mesmo português!

Pontos negativos não existem exactamente, mas há, digamos oportunidades, para melhoramentos:
- obviamente tudo será muito melhor quando o Bruno e os miúdos cá estiverem, e puderem como eu aproveitar todas as coisas boas de que falo acima e outras mais, como o facto de esta ser uma excelente cidade para crianças (existem muitos parques e durante os fins-de-semana actividades de rua para os miúdos).
- tenho de me aplicar mais e aprender Alemão, por vários motivos mas acima de tudo proque quando os miúdos cá estiverem não vou ter tempo livre e também para me poder entender com as pessoas do kindergarten para onde eles forem, e eventualmente para enteder os meus filhos que vão certamente aprender Alemão mais depressa do que eu!
- tenho de dizer que a aquela história da excelência e eficiencia Alemã... não é assim tanto como a pintam... o melhor exemplo é a minha pequena odisseia para conseguir ter ADSL (internet) em casa; primeiro marcam-me uma data na qual um técnico da Deutsche Telekom é suposto vir a minha casa fazer a ligação; depois o técnico não aparece, em seguida travo uma batalha campal para ser atendida por alguém que fale inglês por quem venho depois a saber que afinal, por erro, existem dois contratos em meu nome e que ainda não sabem quando será possivel re-marcar a visita do tal técnico, mas que terei de passar de novo mais umas horitas em casa à espera do "magano" - isso é uma certeza!

Resumindo e concluindo resta-me brindar à nossa decisão de iniciar esta aventura e beber mais umas cervejolas para ver se me esqueço da minha continha de 480 € de roaming do telemóvel tuga!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Para sempre!

Ao ler um post da Sofiap5 lembrei de algo que começou como um comentário no qual tipicamente me alonguei e que deixou de caber na caixa dos comentários e veio aqui parar como post .

Não é impossivel que uma criança de 3 anos entenda o que é a morte. Falo-à no entanto de uma forma distinta da de um adulto. Para uma criança pequena é dificil ter a percepção do definitivo, por isso eles entendem a morte muitas vezes como algo passível de reversão, mesmo que se lhes diga que é para sempre, os pequenitos não são geralmente capazes de entender o conceito de "sempre".

Por outro lado acho que a forma como reagimos à sua natural curiosidade pelo assunto pode ser benéfica se for moderada. Não convem insistirmos em explicar tudo (até porque eles não teriam capacidade de entender correctamente e apenas iríamos frustá-los) nem ser demasiado vagos sobre o assunto ou mostrar um excesso de desconforto em abordá-lo. A morte é algo de natural e as crianças têm uma capacidade instintiva de percebê-lo. Elas não sentirão medo nem apreensão desde que não vejam esses sentimentos nos adultos que as rodeiam (ainda que tal por vezes não seja possivel evitar).

O meu filho recorda ainda a minha madrinha que morreu quando ele tinha pouco mais de dois anos. Sabe que morreu porque lho dissemos usando essa mesma palavra - não vi motivos para o esconder. No entanto por vezes ainda pergunta se a vamos ver, ao que respondemos que não porque a tia já não está em casa. Muito embora não seja religiosa pareceu-me ser mais fácil de compreender a ideia de que a tia está no céu, para sempre. E por isso já não está ao pé de nós. Assim sendo informamos o Samuel que quando as pessoas morrem não podem estar connosco porque estão no céu. É uma explicação sufientemente simples de entender por isso optámos por usá-la. É claro que aqui o mais complicado de perceber para ele, é a parte do para sempre!

Mas daqui por algum tempo de certeza que o Samuel há-de querer saber mais detalhes e nessa altura dar-lhos-emos: daqui por uns anos o "para sempre" será perceptível, a dor e o desconforto já serão questões que lhe irão provocar receio, por isso será essa a altura de sermos totalmente honestos e abordar o assunto mais detalhada e cientificamente. Até lá o excesso de informação que ele não conseguiria assimilar pareceu-me poder fazer mais mal do que bem.

O "para sempre" tal como nós adultos o percebemos só se torna aparente quando a sensação do "tudo é possível" que domina a vida de uma criança, dá lugar a uma percepção menos fantástica e talvez infelizmente mais realista do que é no fundo a vida, e a morte também.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ser-se mãe a 2.232 km de distância!

A grande questão que surge nas mentes (saltando-lhes rapidamente para os lábios) de quem toma conhecimento de que me mudei para a Alemanha é: "então e os míudos? não estão contigo? que dificil deve ser!..."

Nunca sei muito bem o que respoder sem que pareça totalmente fria e insensível. Mas a verdade é que nem é tão dificil assim! Hoje em dia telefonamos e iniciamos video-conferências pela internet, ou até por telefone móvel, com tal facilidade que ser mãe ou pai à distância não é aquilo que foi para gerações e gerações de emigrantes que durante meses nada sabiam de suas famílias, nem elas deles tinham notícias! Hoje em dia o mundo é uma pequena aldeia e estamos todos a poucos segundos de distância por vários meios de comunicação.

No entanto sou frequentemente abordada por gente que insiste em focalizar a conversa na minha separação física dos meus filhos. Parecem verdadeiramente incrédulos/as de que consiga gerir bem isto de estar tão longe, e eu por outro lado quase me sinto forçada a assumir um pesaroso ar de comiseração pelo facto, como que para evitar ser condenada por criminoso desapego contranatura à minha prol e restante família.

Ora vamos então por pontos:

- já é complicado o suficiente lidar com as saudades que obviamente sinto dos meus filhos e do meu marido sem que tenha de ser constantemente recordada do facto; sendo a separação física algo que não posso colmatar também não é assunto que pretenda discutir a cada conversa, o que não tem remédio remediado está!

- os meus filhos estão excelentemente entregues aos cuidados dos avós, do pai e da restante família pelo que não estou de todo preocupada com o seu bem estar; de facto se algo me preocupa é saber que estão possivelmente a ser estragados com mimos!

- quanto a mim estou bem; entusiasmada com o novo emprego, com as novas perspectivas profisionais; ocupada com o preparar da vinda da restante família e com a minha própria aclimatização a um novo país, cultura, lingua, hábitos, etc... de facto tenho tanto que fazer e tanto em que pensar que quase não tenho tempo para pensar em saudades e tristezas;

- os pequinitos sentem também é claro a minha falta, mas o tempo para eles tem grandezas diferentes das nossas, corre de uma forma diferente, não creio que a minha ausência os esteja a traumatizar indevida ou excessivamente;

- perdoem-me o desabafo, ele não é destinado a ninguém em concreto e não dúvido da melhor das intenções dos que por ele tenham sido visados mas isto já me andava a fazer cócegas na ponta dos dedos, ou era isto ou eu sou alérgica ao sabonete líquido aqui do escritório

domingo, 24 de agosto de 2008